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Tales Torraga

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

5 motivos para ver hoje o clássico Uruguai x Argentina pelas Eliminatórias

Messi tenta drible diante de jogador do Uruguai  - Alexandre Schneider/Getty Images
Messi tenta drible diante de jogador do Uruguai Imagem: Alexandre Schneider/Getty Images
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Tales Torraga

Jornalista e escritor, Tales Torraga nasceu em Mogi das Cruzes (SP), mas é, segundo os colegas, "mais argentino que os próprios argentinos". Morou em Buenos Aires e Montevidéu, girou pela imprensa brasileira e portenha e escreveu 15 livros ? o último deles, Copa Loca, é sobre a...Argentina nos Mundiais.

Colunista do UOL

12/11/2021 04h00

O clássico do Rio da Prata é a atração exclusiva de hoje (12) nas Eliminatórias Sul-Americanas, com o Uruguai recebendo a Argentina no Estádio Campeón del Siglo, do Peñarol, a partir das 20h (de Brasília). A partida vale pela 13ª rodada e tem a Argentina muito melhor na tabela: é a vice-líder, enquanto o Uruguai na abertura da jornada aparecia em quinto, passando à Repescagem.

A coluna lista cinco motivos para acompanhar o clássico que tem um pouco de tudo em sua história, desde uma louca decisão de Copa do Mundo em 1930 até um empate armado para facilitar a vida das duas seleções.

E nesta sexta, como será?

Argentina invicta

A equipe comandada por Lionel Scaloni é hoje a seleção de ponta há mais tempo invicta em todo o mundo. Ao todo, a Argentina está há 25 jogos sem perder, desde a derrota por 2 a 0 para o Brasil na semifinal da Copa América de 2019. O recorde histórico azul e branco é de 33 partidas de invencibilidade, entre 1991 e 1993, tempos do técnico Alfio Coco Basile.

As perspectivas para manter esta sequência são boas. A Argentina bateu o Uruguai por 3 a 0 mês passado no Monumental de Núñez e superou a Celeste também na última Copa América, por 1 a 0.

Tabárez em risco

O lendário treinador da seleção do Uruguai chegou a ter a demissão noticiada em seu país, mas ele foi mantido no cargo que ocupa desde 2006. Aos 74 anos, sabe que seu tempo à frente do selecionado está no fim, e todos em Montevidéu esperam uma Celeste especialmente aguerrida para o clássico de hoje. Ao contrário dos outros confrontos contra a Argentina, que ocorreram no fim das Eliminatórias, este acontece ainda com muitos jogos por diante, o que fará o Uruguai lutar pelos três pontos e não olhar mais para os demais do que para os seus próprios esforços.

O Uruguai terá baixas importantes e vai jogar com um time que não tem entrosamento entre si.

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Oscar Tabarez
Imagem: Guilherme Hahn/Agif

Triângulo complicado

Lionel Messi, Paris Saint-Germain e a seleção argentina andam com dificuldades de relacionamento. O clube francês se queixou da convocação do craque mesmo machucado, e salvo alguma surpresa inesperada, ele será escalado como titular nesta sexta, em que pese a falta de ritmo e as contusões que vem arrastando. Ninguém não quer nem imaginar o que pode acontecer neste triângulo em caso de algum problema de Messi frente à rispidez uruguaia - o que, convenhamos, é a praxe em um Uruguai x Argentina.

Palco novo

O clássico do Rio da Prata vai deixar o Estádio Centenário pela primeira vez depois de 91 anos. Reformado para a final da Libertadores, o templo do futebol de Montevidéu vai dar espaço ao Estádio Campeón del Siglo, inaugurado pelo Peñarol em 2016. Com capacidade para 40.700 pessoas, fica em uma rodovia nas cercanias da capital e terá 75% das arquibancadas ocupadas com a limitação imposta pela AUF, a Associação Uruguaia de Futebol.

Dybala e Suárez

O jogador da Juventus é esperado para somar alguns minutos no segundo tempo, algo que não vem acontecendo com Scaloni. Sua última participação com a azul e branca ocorreu há menos tempo do que muitos imaginam, no 3 a 1 contra a Venezuela em novembro, por apenas 10 minutos.

Luis Suárez também chama atenção para ver o que fará contra a Argentina, uma adversária frequente em sua carreira e um motivo de apreensão por conta da carga do papel de "salvador" que precisará desempenhar mediante tantos desfalques em sua equipe. As principais baixas uruguaias são Edison Cavani, Nicolás De la Cruz, Sebastián Coates, Federico Valverde, Giorgian De Arrascaeta, Darwin Núñez, Maximiliano Gómez e Matías Viña. O goleiro Muslera é dúvida por um dedo torcido.

Escalações

Argentina: Dibu Martínez; Nahuel Molina, Cuti Romero, Nicolás Otamendi e Marcos Acuña; Rodrigo de Paul, Guido Rodríguez e Giovani Lo Celso; Ángel Di María, Lionel Messi e Lautaro Martínez. Técnico: Lionel Scaloni

Uruguai: Martín Campaña, Giovanni González, Diego Godín, José María Giménez e Joaquín Piquérez; Nahitán Nández, Rodrigo Bentancur, Matías Vecino e Lucas Torreira; Facundo Torres (Brian Rodríguez) e Luis Suárez. Técnico: Óscar Tabárez