PUBLICIDADE
Topo

Tales Torraga

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Pega o Atlético-MG hoje: Boca tem um dos seus piores times dos últimos anos

Miguel Ángel Russo acompanha treino do Boca - Divulgação Boca Juniors
Miguel Ángel Russo acompanha treino do Boca Imagem: Divulgação Boca Juniors
Conteúdo exclusivo para assinantes
Tales Torraga

Jornalista e escritor, Tales Torraga nasceu em Mogi das Cruzes (SP), mas é, segundo os colegas, "mais argentino que os próprios argentinos". Morou em Buenos Aires e Montevidéu, girou pela imprensa brasileira e portenha e escreveu 15 livros ? o último deles, Copa Loca, é sobre a...Argentina nos Mundiais.

Colunista do UOL

13/07/2021 08h01Atualizada em 14/07/2021 09h31

O Boca Juniors abre hoje (13) o ciclo que os argentinos chamam de "DT", o "depois de Tevez". E que ninguém no Brasil se assuste. O time levado a campo às 19h15 (de Brasília) na Bombonera é uma das versões mais pálidas dos argentinos nos últimos anos - talvez desde aquele paupérrimo Boca de 2013 que eliminou o Corinthians no Pacaembu na "noite do Amarilla".

A queda de nível poderá ser vista já no gol. O excelente Esteban Andrada foi para o Rayados (do México) e a vaga será ocupada pelo discreto Agustín Rossi. Que não compromete, mas está longe de ter o nível europeu ou de seleção do "Lagartixa" Andrada.

Há novidade também na lateral-direita, agora ocupada pelo "Chino" Weigandt, que volta de empréstimo do Gimnasia y Esgrima. A dupla de zaga segue sendo o ponto alto do time, com os bruscos e corpulentos Cáli Izquierdoz e o veterano Marcos Rojo - que segue intempestivo e irracional ao desferir pontapés que merecem um vermelho direto diante de um árbitro mais rigoroso.

A lateral-esquerda será ocupada por Agustín Sández, prata da casa de apenas 20 anos, que atua no lugar de Frank Fabra, que jogou a Copa América pela Colômbia e está licenciado devido à morte do seu pai.

O meio-campo conta com o promissor volante Cristian Medina, com Esteban Rolón (recém-contratado do Huracán) e com "Pulpo" González; veterano de bom passado no Racing e presente frágil com inúmeras lesões.

O ataque depois de Tevez não conta com ninguém para colocar medo em Cuca e companhia. O instável Cristian Pavón desinfla seu futebol a cada mês. Nem parece o jogador que chegou a ser até titular da Argentina na Copa do Mundo de 2018. O centroavante será Norberto Briasco, de 25 anos, também vindo do Huracán. Ele foi elogiado por Diego Maradona quando o "Diez" era técnico do Gimnasia e o enfrentou no Palácio Ducó: "É um animal", exclamou, no melhor estilo Edmundo.

O colombiano Sebastián Villa, apontado por Juan Román Riquelme como o melhor jogador em atividade na Argentina, completa o 11 titular de Miguel Ángel Russo, que segue ameaçado no cargo. Entre os jornalistas que cobrem os bastidores do Boca, o nome de Ricardo Gareca segue forte para ser o próximo comandante xeneize.

A baixa de peso é o meia colombiano Edwin Cardona, que também foi bastante elogiado por Riquelme ("Tecnicamente, é nosso melhor jogador") e nem assim levou o Boca a sério. Cardona saiu da Copa América e foi visitar a família na Colômbia, sendo filmado em uma festa, e pelo período obrigatório de isolamento sanitário está afastado até da partida da próxima semana.

Cardona recebeu uma licença do Boca, e ninguém em Buenos Aires considera que ele vá seguir no clube depois de demonstrar tamanho desinteresse.