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Tales Torraga

Embebedavam Maradona para não ver as filhas, acusa amigo de infância

Tales Torraga

Jornalista e escritor, Tales Torraga nasceu em Mogi das Cruzes (SP), mas é, segundo os colegas, "mais argentino que os próprios argentinos". Morou em Buenos Aires e Montevidéu, girou pela imprensa brasileira e portenha e escreveu 15 livros ? o último deles, Copa Loca, é sobre a...Argentina nos Mundiais.

Colunista do UOL

29/11/2020 04h00

Amigo de infância de Diego Armando Maradona, Mariano Israelit fez sérias acusações à última namorada do Diez, Rocío Oliva, em entrevista levada ao ar pelo canal de TV El Trece, de Buenos Aires. O testemunho de Mariano é um dos assuntos mais comentados do fim de semana na capital portenha e confirma antigas suspeitas sobre as desavenças do fim da vida do ex-craque, morto na última quarta (25).

diego - Instagram Mariano Israelit - Instagram Mariano Israelit
Diego Maradona e Mariano Israelit
Imagem: Instagram Mariano Israelit

"Muitas coisas não encaixavam [na casa onde viviam Diego e Rocío]. Estava Charly, marido de uma prima de Rocío, e eu não entendo. Acho que foi Rocío quem o colocou aí, imagino que sim", afirmou o amigo de Maradona. "Em várias vezes, estávamos na mesa esperando Dalma e Giannina [filhas de Diego] e este Charly, quando estávamos tomando refrigerante, vinha e trazia cerveja a Diego. Eu perguntava se era necessário, já que vinham as filhas, porque se colocava uma cerveja, Diego tomava, e sem ele pedir nada, já traziam outra."

"Na terceira cerveja, Diego já balbuciava e deitava, aí desligavam o celular e quando chegavam as filhas, ele não podia vê-las. É uma coisa tristíssima. Ninguém me conta, eu vivi", seguiu o amigo, corroborando antigas críticas públicas feitas por Dalma e Giannina, que reclamavam da ausência do pai e dos seus hábitos com a ex-namorada, definindo Rocío e seus parentes como "chupa-sangues".

Rocío até o momento não comentou nada do que disse Mariano, mas confirmou, antes da internação derradeira do astro, que ele sofria com o excesso de bebida.

"Eu ligava para o celular de Diego e atendia Charly ou outra pessoa, e nos bloqueavam. Os que sempre estavam perto de Maradona eram Charly, Maxi [secretário do ex-craque] e Tito, um segurança. Várias vezes íamos começar a jantar e Rocío telefonava dizendo que estava chegando em meia hora, e tínhamos que esperá-la para comer", finalizou Mariano, reforçando que a rotina da casa era controlada pela ex-namorada de Maradona, que foi barrada do velório e do enterro de Diego pelas suas filhas e ex-esposa, Claudia Villafañe.

Maradona e Rocío se separaram em dezembro do ano passado, e as últimas semanas de vida do Diez foram marcadas pela tentativa de reatar a relação.