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REPORTAGEM

Miguel e Samuel revivem parcerias históricas de irmãos na elite do mundial

Miguel e Samuel vão disputar o WT da WSL pela 1ª vez juntos Imagem: reprodução
Thiago Blum

Colunista do UOL

22/01/2022 04h00

Marcar presença na divisão principal da World Surf League não é privilégio para muitos. Afinal, é preciso ralar duro para entrar no seleto grupo que disputa o Championship Tour.

Agora... dois irmãos competindo juntos entre os 34 melhores do planeta, é felicidade demais para os pais.

Miguel Pupo e Samuel Pupo Imagem: reprodução

O feito não é inédito, mas é possível contar nos dedos.

Por isso, Wagner e Jeane Pupo, com certeza, têm motivos de sobra para se orgulharem ainda mais de Miguel e Samuel.

O mais velho já é representante assíduo da elite. O mais novo estreia no WT em 2022. Por isso, a dupla está em destaque em uma das reportagens de capa do site oficial da WSL. Miguel se reclassificou pelo ranking de 2021. Samuel entrou como um dos melhores no Challenger Series, a divisão de acesso.

O texto, escrito por Ben Mondy, recorda as outras parcerias familiares que marcaram época no tour.

Os irmãos Samuel e Miguel Pupo Imagem: Aleko Stergiou

Na abertura da reportagem, o texto: "Eles vão continuar uma rica história de irmãos competindo no CT. Será a sétima dupla, colocando seus DNAs unidos um contra o outro, e os melhores do mundo".

Esse jornalista que vos fala confessa: lembrava de algumas... mas não de todas as "surf families".

A reportagem me salvou! Por isso, resolvi compartilhar. Começamos aqui no Brasil mesmo.

Teco e Neco Padaratz Imagem: arquivo

OS PADARATZ

Teco foi um dos responsáveis por abrir as portas para os brasileiros no cenário internacional de uma vez por todas. Top 10 do mundo, ganhou duas vezes o circuito do WQS, e se aposentou em 2003. Neco se juntou a ele no CT em 1997 e se aposentou em 2011.

Entre os gringos, mais exemplos, com destaques para as Ohanas havaianas.

Irmãos Michael e Derek Ho Imagem: reprodução

OS HO

Michael e Derek. Mike venceu em Pipeline em 1982 com um pulso quebrado, e competiu por mais de 25 anos. Apesar dos 62 anos, ainda se destaca nas ondas pesadas do North Shore. Derek, mais jovem, que faleceu em 2020, foi o primeiro campeão mundial do Havaí em 1993 e duas vezes Pipe Master. Ah... tem mais: os filhos de Mike —Mason e Coco— também já fizeram parte da elite.

Bruce e Andy Irons, irmãos havaianos Imagem: WSL

OS IRONS

Para essa dupla, fico com as palavras do redator original da matéria. "Andy e Bruce Irons provavelmente estabeleceram o padrão-ouro para o sucesso dos irmãos —e rivalidade. O talento, combinado com amor e intensas brigas fraternas produziram algumas das melhores performances já vistas no Havaí ao longo dos anos 2000. O sparring deles foi a plataforma que lançou Andy para três títulos mundiais e 20 vitórias no CT. Bruce teve cinco temporadas no CT, conquistando uma vitória em Bali, além de vitórias icônicas no Pipe Masters e Eddie Aikau Memorial Big Wave Invitational.

CJ e Damien, os gêmeos americanos do tour Imagem: reprodução

OS HOBGOOD E OS LOPEZ

Os Estados Unidos já contribuíram com duas histórias. Os gêmeos Hobgood marcaram presença firme, sendo coadjuvantes na época em que Kelly Slater era o dono do planeta. CJ foi o novato do ano em 1999 e campeão em 2001, quando o Mundial foi paralisado no meio por causa do ataque terrorista aos Estados Unidos. Conquistou seis troféus no CT e deixou as competições em 2015. Damien levantou quatro, com a maioria das vitórias da dupla em ondas clássicas, como Tahiti, Fiji e Mundaka.

Shea e Cory Lopez cresceram surfando ondas na altura do joelho na Costa do Golfo da Flórida. Isso não impediu Shea, o mais velho, de se qualificar para o CT em 1995 e chegar ao Top 16 logo na estreia. Permaneceu por lá em seis temporadas. Cory teve ainda mais sucesso, juntando-se ao irmão em 1997 e passando uma década no CT. Terminou como o número 3 em 2001.

Tyler, Owen e Mikey; família Wright reunida Imagem: reprodução

O CLÃ WRIGHT

Pra fechar, mais que uma dupla, um time a serviço da Austrália. Owen, o mais velho é um dos ícones do CT desde 2010. Tem quatro vitórias na elite. Numa delas, em Fiji, marcou pontuação máxima na decisão, com duas notas 10. Outra conquista inesquecível aconteceu na Gold Coast em 2017, seu primeiro evento de volta após 18 meses com uma lesão cerebral grave.

Mikey, o mais novo, teve três temporadas atrapalhadas por lesões, e abandonou o circuito no ano passado.

Entre os dois uma irmã talentosíssima. Tyler, que assim como Owen continua brilhando nas baterias, já comemorou 2 títulos mundiais, em 2016 e 2017.

Samuel Pupo voando durante etapa do WQS Imagem: WSL

A nova corrida pelo caneco da WSL começa no próximo dia 29, na famosa e temida bancada de Pipeline, no Havaí. Em seguida, os melhores surfistas seguem para Portugal, Austrália, Indonésia, El Salvador, Brasil, África do Sul, Tahiti e Estados Unidos.

Boa sorte para a dupla Miguel e Samuel. E também , claro, para Gabriel Medina, Filipe Toledo, Italo Ferreira, Yago Dora, Jadson André, Deivid Silva, João Chumbinho e Tatiana Weston-Webb.

por @thiago_blum / @surf360_

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