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REPORTAGEM

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Lenda do surfe vence em Malibu e conquista o tri mundial aos 45 anos

Joel Tudor durante a etapa da Austrália do Mundial de Longboard, em fevereiro de 2020 - Thomas Bennett/WSL via Getty Images
Joel Tudor durante a etapa da Austrália do Mundial de Longboard, em fevereiro de 2020 Imagem: Thomas Bennett/WSL via Getty Images
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Thiago Blum

É jornalista esportivo desde 1992, mas acompanha o surfe há quatro décadas. Trabalhou por 19 anos na ESPN e atualmente é editor de esportes do Jornal da Band. Cobriu cinco Copas do Mundo e cinco edições dos Jogos Olímpicos.

Colunista do UOL

12/10/2021 21h24

Terminou nesta terça o curtíssimo, mas muito disputado, tour do Longboard da World Surf League. Foram apenas duas etapas em 2021, ambas disputadas na Califórnia - a primeira na água doce da piscina do 'Surf Ranch', a segunda no mar mesmo, nas ondas de Malibu. E a partir de agora, o mundo do surfe tem dois novos tricampeões mundiais.

No masculino, o 'Jeep Malibu Classic' representou num verdadeiro 'come back' do esporte. Campeão mundial pela 1ª vez em 1998, o americano Joel Tudor - que também já havia sido o melhor em 2004 - fez a festa em casa. Nascido em San Diego, ele volta ao topo com 45 anos, se tornando o campeão mundial de surfe mais velho da história.

Na decisão, ele venceu o britânico Ben Skinner por 14,00 x 12,97. Na classificação geral ele somou exatos 20 mil pontos, mais de 3 mil na frente do australiano Harrison Roach. O havaiano Kai Sallas, o inglês Ben Skinner e o francês Edouard Delpero fecharam a lista dos 5 melhores da temporada.

Para o Brasil, a chave masculina terminou nas oitavas de final, com a 9ª colocação para Augusto Olinto, Rodrigo Sphaier e Jefson Silva. O bicampeão mundial Phil Rajzman já tinha sido eliminado no round 2.

Com esses resultados, Olinto foi o melhor no ranking final, na 14ª posição. Sphaier e Jefson terminaram empatados em 15º, e Phil Rajzman ficou em 20º.

Honolua Blomfield - WSL - WSL
Líder do ranking, Honolua Blomfield surfa durante a última etapa do mundial de Longboard
Imagem: WSL

No feminino, comemorações divididas. A vitória na etapa foi da francesa Alice Lemoigne, a primeira dela na carreira da divisão de elite dos pranchões. O caneco mundial ficou mais uma vez com Honolua Blomfield, local de Haleiwa, tricampeã com apenas 22 anos.

A vitória aumenta ainda mais o domínio das havaianas no surfe feminino, já que neste ano, Carissa Moore levou a medalha de ouro na Olimpíada de Tóquio e faturou o 5º título mundial da WSL nas pranchinhas.

Para o Brasil, Chloé Calmon também fez bonito mais uma vez. Surfou muito, só parou na semifinal e somou pontos para fechar o ano na 3ª posição no geral.

Que venha, 2022!!!!

por @thiago_blum / @surf360_