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Surfe 360°

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

4 nomes... um dia de competição... 2 títulos mundiais... Vai dar Brasil?

Italo Ferreira, com os troféus de campeão mundial e do Pipe Masters - Kelly Cestari/WSL
Italo Ferreira, com os troféus de campeão mundial e do Pipe Masters Imagem: Kelly Cestari/WSL
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Thiago Blum

É jornalista esportivo desde 1992, mas acompanha o surfe há quatro décadas. Trabalhou por 19 anos na ESPN e atualmente é editor de esportes do Jornal da Band. Cobriu cinco Copas do Mundo e cinco edições dos Jogos Olímpicos.

Colunista do UOL

11/09/2021 04h00

Tatiana Weston-Webb, Gabriel Medina, Italo Ferreira e Filipe Toledo.

Chegou a hora da verdade para o time brasileiro.

Os dez melhores surfistas da temporada estão na Califórnia. A espera das melhores condições, para enfim... decidirem os títulos mundiais masculino e feminino da WSL.

O Brasil é maioria. E também para a maioria absoluta, favoritíssimo à conquista do troféu entre os homens.

Não é pra menos.

Medina foi de longe o melhor competir durante as sete etapas do calendário.

Italo também não desacelerou em nenhum momento. Chega embaladíssimo com a medalha de ouro na Olimpíada de Tóquio.

E como não valorizar a performance de Filipe Toledo, campeão em Margaret River e no Surf Ranch... e com a vantagem de disputar as finais em Trestles, praticamente o quintal de sua casa.

Gabriel Medina - Divulgação/WSL - Divulgação/WSL
Gabriel Medina
Imagem: Divulgação/WSL

Com a palavra, os três melhores do mundo na atualidade.

Começando com Gabriel, que já conhece bem a sensação de disputar o título.

Venceu dois... e em 2019 só perdeu a taça na última bateria. E agora? Com o formato novo, muda a estratégia?

Não, na verdade eu tenho que surfar. Os 15 dias anteriores da competição que tem uma estratégia, que é trabalhar, treinar, se esforçar, surfar todos os dias. Esse trabalho, fiz bem feito. E claro, com vontade de ganhar, que isso já tá no sangue, é natural.

Italo Ferreira não gostou de ter que decidir toda a temporada em um único dia.

Mas na cabeça dele, o melhor jeito de chegar ao bicampeonato é manter a tática dos últimos eventos.

Só pensar em pegar as melhores ondas e quebrar. O trabalho já foi feito antes. Vai ter a escolha do melhor dia de competição e aí sim, entrar na bateria e não deixar dúvidas.

Filipe Toledo - WSL - WSL
Filipe Toledo México
Imagem: WSL

Filipinho está em busca de seu sonho.

E assim como os rivais, sabe bem o que terá que fazer para entrar no rol dos brasileiros campeões mundiais.

Tenho treinado bastante, parte física, parte psicológica, dentro d'água. Tem sido um processo muito tranquilo, pelo fato de estar em casa, com a minha família, tô aproveitando cada minuto disso. E acho que vai refletir no meu surfe.

Se no masculino, o quinto título mundial para o Brasil (Adriano de Souza também já venceu) é quase certeza, no feminino a disputa é pela conquista inédita.

Apesar da responsabilidade, Tati Weston-Webb garante que vai pra água confiante, sabendo que tem feito o trabalho certo durante todo o ano.

Tatiana Weston-Webb - WSL                        - WSL
O ataque de tubarão aconteceu duas horas antes da brasileira Tatiana Weston-Webb fazer sua apresentação no Maui Pro.
Imagem: WSL

Mesmo com altos e baixos, Tati chega nas finais em segundo no ranking, depois de uma vitória e um vice-campeonato na Austrália. E terá agora, que vencer três baterias para ser a nova dona do caneco.

É uma ótima onda pra todo mundo. Bastante oportunidade, tem esquerdas e direitas. Tá bem neutro e todo mundo pode ir bem. E isso é bem legal.

Quatro nomes. Um dia de competição. Dois títulos em jogo.

Façam suas apostas.