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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Saiba porque Gabriel Medina está tão perto do tricampeonato mundial

Gabriel Medina em ação na semifinal do Jeep Surf Ranch Pro, última competição antes da Tóquio-2020 - Tony Heff/World Surf League via Getty Images
Gabriel Medina em ação na semifinal do Jeep Surf Ranch Pro, última competição antes da Tóquio-2020 Imagem: Tony Heff/World Surf League via Getty Images
Thiago Blum

É jornalista esportivo desde 1992, mas acompanha o surfe há quatro décadas. Trabalhou por 19 anos na ESPN e atualmente é editor de esportes do Jornal da Band. Cobriu cinco Copas do Mundo e cinco edições dos Jogos Olímpicos.

Colunista do UOL

16/08/2021 19h21

A fase regular da WSL terminou.

Foram 7 etapas: uma no Havaí, uma na Califórnia (piscina), quatro na Austrália e uma no México.

E poucas vezes se viu algum atleta terminar o ranking tão na frente do resto.

Com a temporada mais curta por causa da pandemia, foram válidos os 5 melhores resultados.

E Gabriel Medina praticamente "gabaritou".

Foram 2 títulos e 3 vices. No total, 43.400 pontos, quase 12 mil na frente de Italo Ferreira, o 2º no geral.

Muita gente questiona o novo formato para coroar o campeão.

Eu também não gosto, acho injusto.

Pra mim, Medina já deveria ter ficado com o troféu.

Gabriel Medina - Márcio Fernandes/Estadão - Márcio Fernandes/Estadão
19.dez.2014 - O surfista brasileiro Gabriel Medina comemora a conquista do título inédito de campeão Mundial de Surfe Pipeline, na Ilha de Oahu, no Havaí
Imagem: Márcio Fernandes/Estadão

Mas a liga quer fazer o WSL Finals, que vai soar assim como um 'Super Bowl' do surfe, o grande dia da temporada para homens e mulheres.

Só que a confirmação do primeiro lugar dá uma boa vantagem.

E cá entre nós, ele está bem perto do tri.

Os 5 melhores da classificação vão se encontrar em Lowers, em Trestles, na Califórnia.

Os confrontos serão diretos, sem chance de erros... mas Medina pode sim errar uma vez. Eu explico.

A chave decisiva começa com a disputa entre o australiano Morgan Cibilic (5º colocado) e o americano Conner Coffin (4º).

Quem perder está fora, quem passar enfrenta Filipe Toledo (3º no geral).

O vencedor pega Italo Ferreira (2º)... e aí, o sobrevivente terá Medina na verdadeira decisão.

Só que a final será numa melhor de 3 baterias. Quem vencer duas, leva o caneco. Por isso, Gabriel tem uma leve margem de erro.

Resumindo: pra ser tricampeão mundial, o dono da lycra de número 10 só precisa vencer mais duas baterias em 2021.

Para o título sair das mãos dele, o cara que chegar na decisão terá que derrotá-lo duas vezes no mesmo dia.

Algo beeeeeemmmmmm duro, diante de um cara que até perdeu no tour, mas difícil demais de ser batido.

Gabriel Medina - Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images - Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images
Gabriel Medina surfa onda na etapa de Rottnest Search, na Austrália
Imagem: Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images

E tem mais.

Se Gabriel Medina vencer, será o primeiro goofy (atleta que surfa com o pé direito na frente da prancha) a chegar ao tricampeonato, superando os australianos Tom Carroll e Damien Hardman.

Os regulares (que usam o pé esquerdo na frente) estão bem na frente.

Kelly Slater (EUA) tem 11 títulos. Mark Richards (AUS), cinco.

Tom Curren (EUA), Andy Irons (HAW) e Mick Fanning (AUS) foram tricampeões.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL