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Surfe 360°

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Datas, baterias e favoritos: os detalhes da estreia do surfe em Olimpíadas

Tsurigazaki Beach, Chiba / Japão - divulgação
Tsurigazaki Beach, Chiba / Japão Imagem: divulgação
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Thiago Blum

É jornalista esportivo desde 1992, mas acompanha o surfe há quatro décadas. Trabalhou por 19 anos na ESPN e atualmente é editor de esportes do Jornal da Band. Cobriu cinco Copas do Mundo e cinco edições dos Jogos Olímpicos.

Colunista do UOL

03/07/2021 17h33

Resumo da notícia

  • Surfe é um dos esportes que estreiam em Jogos Olímpicos na edição de Tóquio
  • Disputas vão acontecer na província de Chiba, a quase 100 quilômetros da capital japonesa
  • Brasil entra como principal favorito par ganhar medalhas
  • Campeões mundiais, Gabriel Medina e Italo Ferreira ocupam 1ª e 2ª posições no atual ranking da World Surf League
  • Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb são as representantes do time verde e amarelo na chave feminina
  • Competição começa no dia 25/7

Uma estreia esperadíssima.

Que demorou ainda um ano a mais por causa da pandemia mundial.

Mas tá chegando a hora.

Em 20 dias, 40 dos melhores surfistas do mundo vão entrar para a história, como os primeiros a participar de uma competição do esporte em Jogos Olímpicos.

20 homens e 20 mulheres.

Representantes de um sonho de décadas.

O palco é Tóquio, mas as disputas serão realizadas em Tsurigazaki, na cidade de Ichinomiya, na costa do pacífico da província de Chiba, quase 100 quilômetros longe da capital.

A qualidade das ondas não empolga, mas esse que é um dos pontos mais a leste do Japão, recebe bem qualquer ondulação que venha do norte, leste ou sul.

Tsurigazaki Beach, Chiba / Jaoão - divulgação - divulgação
Tsurigazaki Beach, Chiba / Japão
Imagem: divulgação

A busca pelo ouro está programada para acontecer entre 25 a 28 de julho. No caso de faltar ondas durante a janela competitiva, a programação prevê quatro dias extras, que nesse caso, de 29 a 1 de agosto.

O fortíssimo time brasileiro está definido desde o final de 2019.

No feminino, a experiente e ex-vice-campeã mundial Silvana Lima, terá a companhia de Tatiana Weston-Webb, atual número 4 do ranking profissional.

No masculino, não existe ninguém mais favorito do que a dupla verde e amarela, formada pelo bicampeão mundial Gabriel Medina e o atual campeão Italo Ferreira.

Italo Ferreira - Divulgação/CBSurfe - Divulgação/CBSurfe
Surfista brasileiro Ítalo Ferreira
Imagem: Divulgação/CBSurfe

"Tô treinando bastante. Precisava voltar pra casa também neste período antes, pra recarregar e fazer o que eu amo. Surfar, treinar, ficar com meus amigos, minha família e sentir aquela energia boa de todos que me amam. E aí sim vou estar pronto para ir buscar meu sonho", afirma o potiguar.

Há dois anos, Italo sentiu o gostinho de colocar a medalha dourada no peito, durante o ISA Games, em Miyazaki, também no Japão.

Se o Brasil vai com força máxima, o time dos Estados Unidos ainda tem dúvidas. Classificados, Kolohe Andino e John John Florence se recuperam de cirurgias e ainda não confirmaram presença. Kolohe está praticamente pronto, mas as chances de JJF, bicampeão mundial em 2017 e 2018, são bem menores. Se um deles não viajar, o astro Kelly Slater - maior nome da história do surfe - fica com a vaga.

Leonardo Fioravanti herda vaga olímpica - reprodução / Instagram - reprodução / Instagram
Leonardo Fioravanti herda vaga olímpica
Imagem: reprodução / Instagram

A primeira baixa para os jogos foi o sul-africano Jordy Smith, outro que precisou ser operado recentemente.

Para o lugar dele, entra o italiano Leonardo Fiovaranti, que se junta a uma pequena legião de europeus nas ondas japonesas, ao lado dos portugueses Frederico Morais, Teresa Bonvalot e Yolanda Sequeira, os franceses Michel Bourez, Jeremy Flores, Johanne Defay e Pauline Ado, o alemão Leon Glatzer e a israelense Anat Lelior.

Todos acostumados com os campeonatos da WSL.

Mas o formato olímpico terá alterações.

Serão duas fases iniciais serão com baterias coletivas. Em seguida confrontos eliminatórios, em um contra um.

Gabriel Medina - Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images - Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images
Gabriel Medina surfa onda na etapa de Rottnest Search, na Austrália
Imagem: Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images

No round de abertura, quatro baterias com 5 atletas. Os 2 melhores de cada, avançam direto para as oitavas de final.

Na 2ª rodada, duas baterias de repescagem com 5 surfistas. Os 3 melhores seguem no evento e completam a chave com os 16 finalistas.

Outra diferença em relação aos torneios da liga mundial, é que os derrotados na semifinal voltam para a água, para disputar a medalha de bronze.

Confira os confrontos já definidos:

1ª fase masculina

1) Italo Ferreira (BRA), Michel Bourez (FRA), Hiroto Ohhara (JAP) e Leandro Usuna (ARG)
2) Kolohe Andino (EUA), Owen Wright (AUS), Miguel Tudela (PER) e Frederico Morais (POR)
3) Leonardo Fioravanti (ITA), Jeremy Flores (FRA), Lucca Mesinas (PER) e Billy Stairmand (NZL)
4) Kanoa Igarashi (JAP), John John Florence (HAV), Manuel Selman (CHI) e Ramzi Boukhiam (MAR)
5) Gabriel Medina (BRA), Julian Wilson (AUS), Leon Glatzer (ALE) e Rio Waida (IND)

Tatiana Weston-Webb - Cait Miers/WSL - Cait Miers/WSL
Tatiana Weston-Webb
Imagem: Cait Miers/WSL

1ª fase feminina

1) Carissa Moore (EUA), Teresa Bonvalot (POR), Daniella Rosas (PER) e Dominic Barona (EQU)
2) Sally Fitzgibbons (AUS), Brisa Hennessy (CRI), Mahina Maeda (JAP) e Bianca Buitendag (AFR)
3) Stephanie Gilmore (AUS), Silvana Lima (BRA), Pauline Ado (FRA), Anat Lelior (ISR)
4) Tatiana Weston-Webb (BRA), Johanne Defay (FRA), Amuro Tsuzuki (JAP), Sofía Mulanovich (PER)
5) Caroline Marks (EUA), Yolanda Sequeira (POR), Leilani McGonagle (CRI) e Ella Williams (NZL)