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Montañita, Equador - Go Ecuador
Montañita, Equador Imagem: Go Ecuador
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Thiago Blum

É jornalista esportivo desde 1992, mas acompanha o surfe há quatro décadas. Trabalhou por 19 anos na ESPN e atualmente é editor de esportes do Jornal da Band. Cobriu cinco Copas do Mundo e cinco edições dos Jogos Olímpicos.

Colunista do UOL

09/06/2021 14h44

Resumo da notícia

  • Divisão de acesso do circuito mundial volta com competições no Equador
  • País não recebia um evento do tour 15 anos
  • Eventos valem pontos nos rankings regionais masculino e feminino da WSL Latin America
  • Brasileiros irão marcar presença nas ondas de Montañita e Salinas

O Brasil é o "dono" do circuito mundial na atualidade.

Vitórias e títulos seguidos colocam os representantes do time verde e amarelo como principais favoritos em qualquer competição.

Uma supremacia em relação aos americanos e australianos.

E principalmente, diante dos atletas da América do Sul.

Mas o ISA World Surfing Games, que terminou no domingo em El Salvador, deu uma grande esperança para nossos vizinhos.

O evento valeu como Pré-Olímpico, a última chance de vagas para os Jogos de Tóquio.

No masculino, os peruanos Lucca Mesinas e Miguel Tudela, o argentino Leandro Usuña e o chileno Manuel Selman carimbaram o passaporte para a estreia do esporte em uma Olimpíada.

No feminino, a peruana Sofia Mulanovich (ex-campeã mundial) já havia confirmado presença e terá a companhia da compatriota Daniella Rosas. E a surpresa foi a classificação da equatoriana Dominic Barona.

Ou seja, somando os 4 brasileiros (Gabriel Medina, Italo Ferreira, Tati Weston-Webb e Silvana Lima), dos 40 atletas no Japão em julho, 11 serão sul-americanos.

Salinas - WSL / Christian de Bruin - WSL / Christian de Bruin
Salinas, Equador
Imagem: WSL / Christian de Bruin

E como noticia boa nunca é demais, vem mais por aí.

Depois de uma longa pausa por causa da pandemia que tomou conta do mundo, o WQS - divisão de acesso da WSL - está de volta neste mês de junho.

E melhor: em um palco que não recebia um evento oficial há 15 anos: o Equador.

Serão dois torneios por lá - "Corona Montañita Open" e "Corona Salinas Open" - ambos com status de 1000 pontos para os campeões no feminino e masculino.

Competidores de treze países já confirmaram inscrições. Surfistas do Brasil, Peru, Chile, Argentina, Uruguai, Colômbia, Costa Rica, Porto Rico, Panamá, Estados Unidos, Havaí e Portugal. Entre eles, estão os atuais campeões sul-americanos da WSL Latin America, o brasileiro João Chumbinho e a peruana Daniella Rosas.

wesley leite - Garga Produções - @gargaproducoes - Garga Produções - @gargaproducoes
Wesley Leite
Imagem: Garga Produções - @gargaproducoes

Quem já está por lá é o paulista Wesley Leite.

No período de ausência de competições na América do Sul, o 'Xapa' manteve o foco nos treinamentos, principalmente no litoral norte de SP.

Com novo patrocinador, o atleta de Ubatuba mira o foco agora para as competições. "Sei que coisas não planejadas acontecem durante as viagens e por isso o mental é o aspecto em que pesa todo o resultado de uma competição. É sempre bom competir e é melhor ainda com um apoiador novo. Estou feliz demais, porque são nos momentos de mais dificuldades que estão aparecendo as pessoas certas para somar nessa que eu considero a melhor fase da minha carreira".

O retorno da WSL ao país conta com o apoio do Governo Federal do Equador. Três ministérios estarão envolvidos em toda a programação, o do Turismo, o do Esporte e o da Saúde, que estabeleceu os protocolos de proteção ao Covid-19 a serem seguidos por todos.

Kingscliff, Tweed Coast - WSL - WSL
Kingscliff, Austrália
Imagem: WSL

Austrália e Espanha também vão receber etapas do World Qualifying Series em junho.

O evento europeu será em Pantin, na Galícia, com status 1000.

Já o australiano será bem mais valioso. Competição 5000, em Kingscliff (Tweed Coast), 800 quilômetros ao norte de Sydney.

Vale lembrar que, entre abril e maio, a Austrália, um dos países onde a pandemia foi controlada, recebeu 4 etapas do calendário do Championship Tour, divisão de elite da World Surf League.

As competições em Newcastle, Narrabeen, Margaret River e Rottnest Island receberam público e foram sucesso de organização e segurança em relação às proteções sanitárias.