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Surfe 360°

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Covid em El Salvador

El Sunzal - ISA / Ben Reed
El Sunzal Imagem: ISA / Ben Reed
Thiago Blum

É jornalista esportivo desde 1992, mas acompanha o surfe há quatro décadas. Trabalhou por 19 anos na ESPN e atualmente é editor de esportes do Jornal da Band. Cobriu cinco Copas do Mundo e cinco edições dos Jogos Olímpicos.

Colunista do UOL

29/05/2021 15h24

Resumo da notícia

  • 28 pessoas testam positivo para Covid-19 antes de evento em El Salvador
  • Integrante do time olímpico do Brasil, Silvana Lima está na lista com sintomas leves
  • Surfista brasileira e outros infectados estão isolados das delegações
  • Por enquanto, entidade responsável mantém realização dos Jogos Mundiais de Surfe
  • Competição com 250 atletas de 51 países é a última chance para atletas conseguirem vagas para a Olimpíada de Tóquio

De hoje até o próximo dia 6, rola o ' ISA World Surfing Games', os Jogos Mundiais de Surfe.

Um evento com mais de 250 atletas de 51 países.

Que além das medalhas, tem as 12 últimas vagas para a Olimpíada em jogo, 5 para os homens, 7 para as mulheres.

A previsão é que a sirene toque e as primeiras baterias rolem nas ondas de El Sunzal e La Bocana ainda neste sábado.

Mas... vivemos uma pandemia mundial.

E a Covid-19 não dá trégua.

Na chegada ao país, atletas, organizadores, staff e comissões técnicas das seleções foram testados.

28 PESSOAS TIVERAM RESULTADO POSITIVO.

Entre elas, Silvana Lima, uma das classificadas do Brasil para os Jogos de Tóquio, e vice-campeã do ISA Games em 2019, em Miyazaki, no Japão.

Como os outros infectados, ela foi isolada e está bem, sem sintomas graves,

A notícia mexeu com todos.

Muitos queriam o cancelamento da competição.

Mas a International Surfing Association - entidade responsável - manteve a programação, pelo menos neste primeiro momento.

Decisão irresponsável?

A meu ver, SIM!!!

Realizar grandes eventos é risco certo nestes tempos complicados.

A ex-jogadora Leila Barros, medalhista olímpica com a seleção feminina de vôlei, concorda: "Nenhum pódio ou medalha compensa perder a vida ou comprometer a saúde. Nestes tempos de pandemia, a indústria do esporte não pode colocar os interesses econômicos acima da integridade física dos atletas", escreveu numa postagem do Instagram.

Vale lembrar que nos meses de abril e maio, a WSL realizou 4 eventos do circuito mundial.

Só que eles aconteceram na Austrália, onde a disseminação do vírus está controlada há algum tempo.

Situação bem diferente dos países da América do Sul e Central.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL