PUBLICIDADE
Topo

Surfe 360°

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Se não der ouro, é zebra!!

Gabriel Medina comemora título da etapa de Rottnest Search, na Austrália  - Matt Dunbar / World Surrf League via Getty Images
Gabriel Medina comemora título da etapa de Rottnest Search, na Austrália Imagem: Matt Dunbar / World Surrf League via Getty Images
Conteúdo exclusivo para assinantes
Thiago Blum

É jornalista esportivo desde 1992, mas acompanha o surfe há quatro décadas. Trabalhou por 19 anos na ESPN e atualmente é editor de esportes do Jornal da Band. Cobriu cinco Copas do Mundo e cinco edições dos Jogos Olímpicos.

Colunista do UOL

25/05/2021 13h08

Resumo da notícia

  • Vitórias nas etapas da Austrália comprovam favoritismo do Brasil na Olimpíada de Tóquio
  • Líderes do circuito mundial, Gabriel Medina e Italo Ferreira comandam o time brasileiro na estreia do surfe como esporte olímpico
  • No feminino, Tatiana Weston-Webb (nº 3 na atual temporada) e Silvana Lima vão representar o Brasil
  • A partir do dia 29/5, melhores do mundo participam de evento com atletas de 52 países em El Salvador
  • Disputas do surfe na Olimpíada acontecem entre os dias 25 a 28 de julho, na praia de Tsurigasaki

Depois de dois meses, terminou a primeira parte do circuito da World Surf League.

O saldo? Impossível ser mais positivo.

4 etapas: TODAS vencidas pelos brasileiros no masculino. E uma conquista no feminino.

Um domínio poucas vezes visto.

Gabriel Medina deixou pouco para os adversários na Austrália.

Gabriel Medina - Divulgação/WSL - Divulgação/WSL
Gabriel Medina
Imagem: Divulgação/WSL

Quando não venceu, deu Italo Ferreira e Filipe Toledo.

Festa verde e amarela... atrás de festa verde e amarela.

Em menos de dois meses, o surfe estreia como esporte olímpico nos jogos de Tóquio.

E o hino nacional já começa a soar.

Sim!

É possível colocar o Brasil com a "obrigação" de levar a medalha de ouro.. e também a prata.

Italo e Gabriel ganharam as vagas na Olimpíada após terminarem 2019 nas duas primeiras posições no mundial.

Em 2021, a ordem do ranking se inverteu, mas o desempenho dos dois está muito além dos adversários.

Das 5 etapas do atual temporada, Medina chegou em 4 finais e ganhou duas.

Italo foi campeão de uma. Em duas parou na semifinal, justamente diante do companheiro.

No Japão, as ondas de Tsurigasaki não terão a qualidade do chamado "tour dos sonhos" da WSL.

Italo Ferreira - Divulgação/WSL - Divulgação/WSL
Ítalo Ferreira
Imagem: Divulgação/WSL

Um problema?

De jeito nenhum.

A história mostra que os surfistas brasileiros se adaptam rápido a qualquer condição.

Não importa o vento, o mar mexido, o tamanho da ondulação.

E mais: eles já passaram por prova parecida.

Em 2019, Gabriel, Italo, Filipe, Tati e Silvana estiveram no Japão, para a disputa dos Jogos Mundiais.

Italo, Medina e Silvana voltaram premiados.

Na Olimpíada serão 4 medalhas em jogo.

E as chances são enormes do Brasil levar as QUATRO: duas no masculino e duas no feminino!!!

Não lembro de um esporte ou um time chegar a uma Olimpíada com tanto favoritismo.

Quando me perguntam, digo que aposto pelo menos em 3!!!

Sem receio nenhum de errar.

Podem me cobrar!!!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL