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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

John John: lesões e a Olimpíada

John John Florence ergue bandeira após garantir sua vaga em Tóquio 2020 - Divulgação/WSL
John John Florence ergue bandeira após garantir sua vaga em Tóquio 2020 Imagem: Divulgação/WSL
Thiago Blum

É jornalista esportivo desde 1992, mas acompanha o surfe há quatro décadas. Trabalhou por 19 anos na ESPN e atualmente é editor de esportes do Jornal da Band. Cobriu cinco Copas do Mundo e cinco edições dos Jogos Olímpicos.

Colunista do UOL

08/05/2021 19h57

Em um tour dominado pelo verde e amarelo da nossa bandeira, ele é o único capaz de brecar a "tempestade brasileira".

O cara que pode evitar que o hino nacional toque em alto em bom som nos Jogos de Tóquio.

Além de Gabriel Medina, John John Florence é o único bicampeão mundial em ação nas etapas da WSL.

Com Italo Ferreira, eles formam o "big 3" das competições da liga.

E lógico, os principais candidatos ao ouro na estreia do surfe como esporte olímpico.

Mas vencer os craques brasileiros parece ter sido até fácil, em comparação às lesões.

Fantasmas para os atletas de alto rendimento. Adversárias recorrentes do havaiano.

Pela 3ª vez, John John precisa abandonar as baterias para se dedicar ao corpo.

Em 2018 - logo após comemorar dois mundiais seguidos - ele correu as primeiras 5 etapas e foi traído por uma lesão.

Voltou na largada de 2019. Venceu voando duas de 4 etapas.

Liderava folgado... mas o joelho esquerdo "bugou" de novo.

Medina e Italo tomaram conta do circuito e dividiram os títulos mundiais.

2020 talvez viesse a resposta. Aí, foi o vírus.

Após um ano de paralisação, a galera voltou a se enfrentar, justamente no quintal da casa de Florence.

E enfim, ele conquistou o título que mais sonhava... e que todos esperavam: o Pipeline Masters.

Pronto. O cara estava livre.

E entre as metas, a contagem regressiva para a grande festa do esporte no Japão.

Mas...

Pois é.

Às vésperas das finais em Margaret River, quando parecia que JJF seria mais uma vez imbatível por lá... o joelho de novo... só que agora o outro, o direito.

Tricampeonato na famosa etapa do oeste australiano adiado.

Ausência confirmada também em Rottnest, 5º evento do calendário.

E talvez até... em Tóquio!!!!

São dois meses e meio para se recuperar.

E não perder a vaga conquistada com todos os méritos, dentro d'água.

O Brasil é favorito para ficar com as medalhas. Isso mesmo, no plural: ouro e prata... ou bronze.

Chances que aumentam se John John não estiver na Olimpíada.

Para os Estados Unidos - sempre o maior favorito para terminar o quadro geral em 1º - cenário ainda mais complicado nas disputas do surfe.

Kolohe Andino, o outro classificado, se recupera de cirurgia e também é dúvida.

Sabe quem é o suplente? O primeiro reserva americano?

Nada mais, nada menos que Kelly Slater.

O maior campeão da história, pode herdar a vaga, para encerrar a carreira profissional de um jeito especial.

Mas calma.... se o corpo permitir.

Kelly também está afastado dos campeonatos.

O motivo?

Lesões.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL