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REPORTAGEM

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Djokovic supera sensação holandesa e vai às quartas em Wimbledon

Reuters
Imagem: Reuters
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

03/07/2022 18h38

Até um mês atrás, Tim Van Rijthoven, 25 anos, nunca havia sequer disputado uma partida de nível ATP. Era o número 206 do mundo e foi surpreendido quando ganhou um convite para o torneio de 's-Hertogenbosch, na Holanda, seu país. Tim espantou o planeta ao conquistar o título do torneio e agora, como #104 do ranking, surpreendeu de novo ao alcançar as oitavas de Wimbledon. Neste domingo, porém, na Quadra Central e diante de Novak Djokovic, demorou pouco para o holandês perceber que o nível de exigência seria outro. O sérvio, com mais uma atuação brilhante desde o começo, conteve os grandes saques do desafiante, aplicou 6/2, 4/6, 6/1 e 6/2, encerrou a série invicta de Van Rijthoven e avançou às quartas de final no All England Club.

Para Djokovic, o triunfo deste domingo foi o 25º seguido em Wimbledon e também o 25º seguido na grama. O sérvio, campeão do torneio nas três últimas edições (2018, 2019 e 2021), tem a terceira maior sequência da grama e a quarta maior de Wimbledon (empatado com Sampras) na Era Aberta. Em sua 13ª aparição nas quartas de final do torneio britânico, Nole vai enfrentar o italiano Jannik Sinner, número 13 do mundo, que derrotou o espanhol Carlos Alcaraz nas oitavas por 6/1, 6/4, 6/7(8) e 6/3.

Rijthoven, por sua vez, sai de Wimbledon com boas memórias de sua primeira participação na chave principal de um slam. Além disso, embolsa 190 mil libras, o equivalente a R$ 1,2 milhão. O holandês só não vai subir no ranking porque a edição deste ano de Wimbledon não vale pontos - a ATP e a WTA, como retaliação à exclusão de tenistas russos e bielorrussos, determinaram que o torneio desde ano não contará para seus rankings.

Como aconteceu

Van Rijthoven tem um jogo sem aparentes pontos fracos e, na grama, seu sucesso é baseado em um ótimo saque. Neste domingo, porém, esse ótimo saque conheceu a melhor devolução do planeta, e ficou claro desde o segundo game que o holandês precisaria de algo a mais para incomodar Djokovic. Depois de desperdiçar dois game points, Van Rijthoven viu Nole atacar seu backhand em um break point e conseguir a quebra. A vantagem inicial deu tranquilidade ao sérvio, que também foi ameaçado em seus games de serviço, mas respondeu à altura quando exigido salvando dois break points no terceiro game e mais um no sétimo. No oitavo, com mais uma quebra impulsionada por belas devoluções, o número 3 do mundo fechou a parcial em 6/2.

Quando o segundo set começou, Van Rijthoven estava mais à vontade em quadra, e isso ficou evidente em seus games de serviço. O holandês fez dez aces (contra três do set anterior), encaixou 64% de primeiros serviços (53% antes) e esteve mais seguro nos pontos importantes. E isso fez toda a diferença. Além de salvar um break point no quarto game, o desafiante foi agressivo quando teve uma chance de quebra e, após colocar Djokovic na defesa, matou o ponto com um smash para conseguir a quebra e abrir 4/3. Por último, sacando para o set, Van Rijthoven ainda salvou quatro break points antes de converter seu terceiro set point, fazer 6/4 e igualar o jogo em 1 set a 1.

Mesmo com o placar igualado, ficava a impressão de que o holandês precisava atuar em seu limite para equiparar-se ao sérvio. Quando isso não acontecia, Djokovic levava vantagem. Logo no segundo game do terceiro set, Van Rijthoven cometeu três erros não forçados e pagou o preço perdendo ser serviço. Nole, que acumulou apenas cinco falhas não forçadas no set inicial e quatro no segundo, aproveitou, abriu 3/0 e deslanchou. Com seu nível de tênis lá no alto, converteu mais um break point para fazer 4/0. O resto do set foi praticamente protocolar até o número 3 do mundo fazer 6/1.

Quando o quarto set começou, o duelo entre o saque de Van Rijthoven e a devolução de Djokovic continuava sendo vencido pelo sérvio, e já no primeiro game o holandês cometeu uma dupla falta, um erro não forçado e viu o favorito registrar mais uma quebra. O desafiante seguiu lutando bravamente e confirmando seus serviços, ainda que sempre pressionado. Van Rijthoven, contudo, não conseguia mais nos games de saque de Djokovic. O sérvio anotou mais uma quebra no sétimo game e fechou o jogo sem grande drama.

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