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REPORTAGEM

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Osaka perde dois match points, leva virada e tomba diante de Anisimova

EFE
Imagem: EFE
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

21/01/2022 07h34

O esperado duelo entre Naomi Osaka e Ashleigh Barty nas oitavas de final do Australian Open não vai acontecer. Barty, número 1 do mundo, confirmou seu favoritismo nesta sexta-feira e bateu a italiana Camila Giorgi, mas Osaka, atual campeã do torneio, não passou da terceira rodada. A japonesa, que havia vencido 24 de seus últimos 25 jogos no Australian Open, perdeu dois match points e tombou de virada diante da americana Amanda Anisimova, número 60 do mundo: 4/6, 6/3 e 7/6 (10/5).

Com o triunfo, a jovem Anisimova, de 20 anos, dá mais um passo importante na recuperação de sua carreira. Em 2019, então com 17 anos, Anisimova conquistou seu primeiro título de WTA (em Bogotá, na Colômbia), alcançou as oitavas no Australian Open e fez uma incrível semifinal em Roland Garros.

No entanto, seu pai e técnico morreu em agosto daquele ano. Em 2020, Amanda jogou apenas seis torneios depois que o circuito parou por causa da pandemia. Mesmo assim, com pontos congelados, manteve-se no top 30. Ano passado, porém, a americana caiu para além do 80º posto e só alcançou as quartas em dos torneios (os modestos Parma e Bad Homburg).

Este ano vem sendo de ressurgimento para a jovem. Anisimova abriu a temporada conquistando o título do WTA 250 de Melbourne (Summer Set 2) e agora, com três vitórias no Australian Open e vítimas como Belinda bencic e Naomi Osaka, soma oito triunfos consecutivos. Ela agora colocará à prova sua ótima fase contra a número 1 do mundo Ashleigh Barty, que fez 6/2 e 6/3 em cima de Camila Giorgi nesta sexta-feira.

Como aconteceu

Anisimova começou mal a partida, cometendo duas duplas faltas e dois erros não forçados que deram uma quebra a favor de Osaka já no game inicial. A americana também esteve 15/40 abaixo no terceiro game, mas se recuperou - graças a dois erros da favorita - e salvou seu serviço, mantendo a distância de uma quebra. O jogo teve poucas variações táticas e, com ambas tentando atacar primeiro e defendendo mal, os ralis também foram poucos. Osaka salvou um break point no sexto game e não foi mais ameaçada até fazer 6/4.

A segunda parcial começou ao contrário - com a japonesa precisando encarar break points. No entanto, Osaka se salvou e evitou a quebra. No quarto game, porém, Anisimova encaixou ótimas devoluções e criou mais chances. Desta vez, aproveitou a segunda oportunidade de quebra do game e disparou um winner para fazer 4/1. Depois disso, cheia de confiança, a americana seguiu na frente, sem dar chances, até fazer 6/3 e forçar o terceiro set.

A parcial decisiva começou emocionante. Primeiro, Anisimova teve chances no saque de Osaka, mas cometeu erros e não aproveitou. Depois, a japonesa teve um break point, mas a americana fez um voleio espetacular para se salvar. No terceiro game, foi a vez de Amanda ter sua chance de quebra, mas Osaka se salvou vencendo um rali com uma ótima direita do fundo de quadra. O jogo seguiu duro, com margens mínimas para momentos ruins. No décimo game, a campeã colocou mais pressão no serviço de Anisimova, que cometeu um par de erros e cedeu dois break points. A americana, porém, se salvou de ambos vencendo ralis que terminaram com esquerdas erradas de Osaka.

A decisão só veio no tie-break (na Austrália, o tie-break em games decisivos é disputado até 10), e Anisimova saiu na frente, conquistando um mini-break no primeiro ponto e abrindo 3/0 rapidamente. A americana esteve impecável no saque até abrir 7/4. Quando Osaka jogou uma esquerda fácil na rede, deixou a rival com uma vantagem ainda mais confortável: 8/4. Anisimova foi para o saque com 8/5 no placar e não perdoou.

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