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REPORTAGEM

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Djokovic dá troco em Zverev e vai buscar o Grand Slam na final do US Open

Getty Images
Imagem: Getty Images
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Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

11/09/2021 00h08

Novak Djokovic entrou no Estádio Arthur Ashe em grande forma nesta sexta-feira e, não fosse assim, talvez tivesse sido derrotado novamente por Alexander Zverev, seu algoz nos Jogos Olímpicos. O número 1 do mundo voltou a ficar atrás na partida, mas desta vez virou o placar e, mesmo após uma grande reação do alemão, controlou os nervos, foi superior em um nervoso quinto set e conquistou uma suada vitória por 4/6, 6/2, 6/4, 4/6 e 6/2 que lhe garantiu um lugar na final do US Open.

O sérvio de 34 anos está, agora, a uma vitória de completar o Grand Slam, feito em que um tenista vence os quatro torneios mais importantes do mundo na mesma temporada. Nole é o atual campeão do Australian Open, de Roland Garros e de Wimbledon. Se vencer também em Nova York, será o primeiro homem a fechar o Grand Slam desde o australiano Rod Laver em 1969.

Djokovic também pode deixar para trás Rafael Nadal e Roger Federer e se tornar o homem com mais títulos de slam em simples na história. Hoje, sérvio, espanhol e suíço têm 20 cada. Nole terá pela frente agora o russo Daniil Medvedev, número 2 do mundo e rival também da final do Australian Open deste ano. Em Melbourne, Nole venceu por 3 sets a 0. No total de confrontos diretos, o sérvio lidera por 5 a 3.

Medvedev conquistou sua vaga na final com uma vitória maiúscula sobre o canadense Félix Auger-Aliassime, #15 do mundo, que teve parciais de 6/4, 7/5 e 6/2. Auger-Aliassime teve um bom momento no segundo set, quando sacou em 5/3 e teve dois set points, mas não conseguiu converter. O russo conseguiu a virada e venceu a parcial seguinte sem problemas.

Como aconteceu

A partida começou com os dois jogadores conseguindo ótimo aproveitamento de primeiro serviço e confirmando sem problemas. Zverev, aos poucos, foi ameaçando mais os games do número 1. No quinto game, Djokovic escapou de 0/30 com uma sequência de ótimos serviços. No sétimo, o alemão teve o primeiro break point do jogo, mas Nole mais uma vez sacou bem e viu o rival errar a devolução. No nono, não houve jeito. Depois de ganhar três pontos do fundo de quadra, Zverev contou com uma dupla falta de Djokovic para chegar à quebra. O #4 do mundo sacou na sequência e, graças a uma madeirada do sérvio no terceiro set point, fechou a parcial em 6/4.

Os dois tenistas oscilaram mais no segundo set e viram seu aproveitamento de primeiro serviço despencar. Pior para Zverev, que cometeu mais erros na primeira metade da segunda parcial (8) do que em todo o set anterior (6). Duas dessas falhas foram especialmente graves. No segundo game, sacando em 30/30, Sascha errou um forehand com Djokovic na corrida. Em seguida, encarando um break point pela primeira vez, cometeu uma dupla falta. Nole, como sempre, aproveitou a vantagem, enquanto Zverev continuou errando mais. No oitavo game, as falhas do alemão custaram mais uma quebra. Um slice longo deu a Djokovic mais uma quebra e o set: 6/2.

Sascha voltou a equilibrar as ações no começo do terceiro set, sacando bem e forçando Djokovic a trocas mais longas do fundo de quadra. Nole oscilava mais, porém encaixava ótimos saques sempre que se via em situações delicadas. Foi assim para salvar um break point no primeiro game e mais dois no quinto. No nono game, com Zverev sacando em 4/5, Djokovic elevou o nível. Não só devolveu bem os saques do alemão como transformou-se em um paredão do fundo de quadra. Após três erros do alemão - um deles, num incrível rali de 32 rebatidas - Djokovic teve três set points. Sascha salvou os dois primeiros, inclusive ganhando um rali de 53 golpes (veja acima), mas não evitou que Djokovic subisse à rede e convertesse a terceira chance. Game e terceiro set: 6/4.

Apesar da força de Djokovic e do momento desfavorável, Zverev não se abalou. e voltou para o quarto set tão sólido quanto antes. Assim como na terceira parcial, o alemão teve os primeiros break points. O veterano se salvou do primeiro com um belo saque aberto - mais uma vez! - mas precisou do segundo saque no break point seguinte. Sascha não desperdiçou a chance e, com uma paralela indefensável de direita, finalmente voltou a quebrar o número 1. Incrivelmente sólido do fundo de quadra, o #4 do ranking seguiu sacando bem e mandando nos ralis até fazer 6/4 e forçar o quinto set.

Com seu Grand Slam ameaçado pela primeira vez no torneio, respondeu à altura, enquanto Zverev vacilou no começo da parcial decisiva. Depois de uma dupla falta e dois erros do alemão, Djokovic converteu logo o primeiro break point, jogando um rali de forma impecável e matando o ponto com uma combinação de curtinha e passada. Pouco depois, Nole já liderava por 3/0. O alemão sentiu o golpe, enquanto o número 1 foi implacável. No quarto game, Djokovic seguiu pressionando e conseguiu uma nova chance de quebra. Zverev falhou outra vez, errando um smash e deixando o placar em 4/0. Não havia mais o que fazer.

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