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REPORTAGEM

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Djokovic doma direita de Berrettini e confirma semi contra Nadal em Paris

Reuters
Imagem: Reuters
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

09/06/2021 18h48

Novak Djokovic e Rafael Nadal farão a tão aguardada semifinal de Roland Garros. Finalistas no ano passado, quando o espanhol conquistou seu 13º título em Paris, os dois eram favoritos para a semi desde que a chave deste ano foi sorteada, e o confronto foi confirmado nesta quarta-feira, quando o sérvio, atual número 1 do mundo, aplicou 6/3, 6/2, 6/7(5) e 7/5 em cima do italiano Matteo Berrettini (#9 do mundo, 25 anos).

Antes, Rafael Nadal (#3) já havia superado o argentino Diego Schwartzman (#10) em quatro sets. A outra semifinal masculina, que também será na sexta-feira, terá o alemão Alexander Zverev e o grego Stefanos Tsitsipas.

Como aconteceu

Berrettini complicou um bocado a vida de Djokovic no primeiro set. Com sua direita pesada e fazendo o número 1 se defender, o italiano teve chances de quebra em três games diferentes. O número 1 do mundo, entretanto, se salvou em todos. Primeiro, com um ace. Depois, com um winner. Por último, forçando o rival a uma falha. Berrettini não conseguiu o mesmo. No único game em que cedeu chances de quebra, acabou perdendo o serviço. Foi assim, cirúrgico, que Djokovic fez 6/3 e saiu na frente.

Aos poucos, o equilíbrio foi se desfazendo. Djokovic já conseguia prender Berrettini no backhand com mais frequência, e o italiano ameaçava cada vez menos o serviço do número 1. Nole anotou uma quebra no quinto game e outra no sétimo. Pouco depois, sem drama, fez 6/2 na parcial seguinte.

Mesmo diante de tamanha desvantagem, Berrettini seguiu lutando e contando com com o apoio do público, que festejava intensamente cada um de seus pontos. Assim, o italiano manteve o terceiro set equilibrado, sem deixar que as devoluções de Djokovic fizessem a diferença na maior parte do tempo. Até no nono game, quando Nole encaixou três bons retornos e teve break point, Berrettini se salvou com bons saques e uma ótima direita vencedora.

Foi necessário um tie-break para decidir a parcial, e o jogo ganhou em tensão. O azarão conquistou o primeiro mini-break - cortesia de (mais) uma direita vencedora, mas, com 4/3 e saque, desperdiçou a vantagem ao errar uma curtinha. No ponto seguinte, uma excelente devolução de Djokovic virou o placar. Com 5/4 e dois serviços, o número 1 tinha o controle, mas também falhou ao jogar uma direita na rede e, em seguida, mandou uma esquerda na rede. Berrettini, então, teve o set point com o saque e matou o ponto com um forehand que Nole não conseguiu devolver: 7/6(5).

O quarto set começou tão parelho quanto o fim do terceiro, mas às 23h locais foi necessário interromper a partida por causa do toque de recolher em vigor em Paris. O público foi avisado às 22h30min, mas como havia ainda muitas pessoas na Chatrier, o jogo foi paralisado até que todos se retirassem do complexo. A partida foi reiniciada com Berrettini sacando em 2/3, e o italiano logo precisou salvar um break point para manter o jogo em pé de igualdade. Djokovic, por sua vez, confirmava o serviço com tranquilidade, e seu único susto veio num escorregão que deixou sua mão direita sangrando (veja acima).

Sacando atrás no placar, o italiano jogava sempre pressionado e acabou sucumbindo no 12º game. Ao cometer seu terceiro erro não forçado do game, viu-se diante de um match point. Berrettini se salvou com um belo saque, mas errou um slice na sequência, dando uma segunda chance ao #1. De novo, o italiano escapou, mas desta vez ganhando um longo rali que deixou Djokovic enfurecido e chutando uma placa de publicidade. Matteo, então, errou uma esquerda, cedendo um terceiro match point. Desta vez, Nole não perdoou.

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