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REPORTAGEM

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Brasil fica a um set de vencer, mas cai na Polônia e é rebaixado na BJK Cup

Divulgação/ITF
Imagem: Divulgação/ITF
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

17/04/2021 14h55

Depois de uma sexta-feira de empate, em que Laura Pigossi (#326 do mundo) conquistou um importante ponto ao vencer Usrzula Radwanska (#227), o Brasil esteve muito perto de conquistar uma bela vitória de virada na Polônia, nos playoffs da Billie Jean King Cup (ex-Fed Cup). No entanto, no quinto e decisivo jogo, em que Carol Meligeni (#342) e Luisa Stefani (#25 nas duplas) saíram na frente, a vitória terminou com as polonesas Katarzyna Kawa (#133) e Magdalena Frech (#157) triunfando por 1/6, 6/2 e 6/4 e fechando o duelo em 3 a 2 a seu favor.

Antes, também neste sábado, Pigossi sofreu uma dura derrota diante de Frech, o que deixou a Polônia à frente por 2 a 1. Em seguida, Meligeni empatou o duelo ao superar Kawa (#133), forçando o quinto jogo.

Com o resultado, o Brasil é rebaixado de volta ao Grupo I das Américas, o equivalente à segunda divisão da BJK Cup. Em 2022, o time da capitã Roberta Burzagli terá de vencer seus rivais de continente para voltar aos playoffs e brigar para estar na elite novamente em 2023. A Polônia, por sua vez, conquista o direito de disputar a fase de Qualifiers no primeiro semestre do ano que vem. É a etapa que determina os países que disputarão a fase final, que será jogada em sede única.

Frech d. Pigossi: 4/6, 6/3 e 7/6(4)

O primeiro jogo do dia começou com uma Laura mais sólida do que a adversária e ainda mais confiante do que na jornada anterior. A brasileira conseguiu uma quebra de vantagem logo no terceiro game e, embora tenha sido quebrada no sexto game, voltou à vantagem no sétimo, quebrando Frech mais uma vez. Foi o bastante para garantir a vitória na parcial.

O segundo set foi bem diferente. Frech, que cometeu 20 erros não forçados na parcial anterior, foi mais consistente. Pigossi, por sua vez, foi menos agressiva, o que também descomplicou a vida da tenista da casa. A brasileira teve apenas um break point, que veio no quinto game, mas não conseguiu converter. Frech, por sua vez, contou com escolhas ruins e erros não forçados de Laura no oitavo game. As falhas da brasileira custaram caro, e a polonesa conseguiu a única quebra do set - o bastante para alongar o jogo.

Depois de uma longa pausa para ir ao banheiro, Laura voltou ao jogo mais agressiva e logo abriu 2/0 no terceiro set. A paulista teve chances para ampliar a vantagem, mas acabou não aproveitando e pagou caro. Primeiro, sacou em 40/15 para abrir 3/0, mas cedeu a quebra. Mais tarde, sacou em 40/30 para abrir 4/1, mas novamente acabou quebrada. Do meio para o fim da parcial, Laura caiu de rendimento, talvez cansada pelo jogo de mais de 3h no dia anterior. Frech igualou o placar em 4/4 e teve até um break point no nono game, mas cometeu um erro de devolução e perdeu a oportunidade. A decisão só veio no tie-break, quando a polonesa rapidamente abriu 3/0 graças a dois erros da brasileira e jamais ficou atrás no placar. Laura até igualou o game em 4/4, mas errou um slice longo que deu o mini-break decisivo para Frech. A polonesa sacou em 5/4 e ganhou os dois pontos em seu serviço.

Meligeni d. Kawa: 6/3 e 7/5

Diante da atuação ruim de Urszula Radwanska na sexta, o capitão polonês, Dawid Celt, apostou em Katarzyna Kawa, #133 do mundo, para este sábado. Embora seja a mais bem ranqueada do país entre as escaladas, Kawa vinha de seis derrotas seguidas no circuito, e a falta de confiança ficou nítida. Enquanto Carol Meligeni apostava em longas trocas, a polonesa buscava a definição dos pontos, mas cometia muitas falhas. Carol só precisou de uma quebra para vencer a primeira parcial.

Kawa começou o segundo set errando menos e conseguiu levar vantagem até abrir 4/2. Foi aí, porém, que a tenista da casa pecou. Sacando em 40/15, cometeu erros em pontos que dominava e acabou cedendo a quebra. Carol ganhou moral, empatou o set em 4/4 na sequência e teve até um break point no nono game, mas não converteu. O momento do jogo, contudo, já tinha mudado. Kawa voltou a encarar break points com o placar em 5/5 e, desta vez, até salvou-se três vezes, mas a brasileira converteu a quarta oportunidade. Em seguida, um pequeno susto, mas Carol salvou um break point e fechou o duelo em 7/5, forçando a decisão nas duplas.

Kawa/Frech d. Meligeni/Stefani: 1/6, 6/2 e 6/4

O quinto jogo teve o melhor começo para o Brasil, graças principalmente à presença de Luisa Stefani, atual #25 do mundo nas duplas. A paulista atacou e defendeu bem junto à rede e também se manteve em constante movimentação, sempre ameaçando cruzar quando uma das polonesas estava no fundo. Carol, quando exigida, também correspondeu, e o primeiro set terminou rápido, em 6/1 para o Brasil.

O time da casa reagiu a partir do segundo set, fazendo ajustes táticos e jogando em nível mais alto. Primeiro, quebraram o saque de Luisa já no game inicial. Pouco depois, Kawa e Frech escaparam de um 0/40 e confirmaram o serviço, abrindo 3/1. A dinâmica do jogo mudou, e as polonesas voltaram a registrar uma quebra, agora no serviço de Carol, abrindo 5/2. Mais agressivas nos games de serviço, adotando com frequência uma tenista no meio da quadra no primeiro saque (a chamada "formação australiana") as europeias confirmaram com Kawa no serviço e fizeram 6/2. A decisão do confronto seria mesmo no último set possível.

Carol abriu a terceira parcial confirmando seu saque com estilo, encaixando uma linda passada de backhand. Luisa teve mais dificuldades com seu saque no terceiro game, mas salvou um break point quando Kawa mandou uma devolução na rede. Enquanto isso, a dupla polonesa confirmava seus games sem grandes dificuldades, e o jogo seguia sem quebras, mas cada vez mais nervoso. No nono game, um voleio e um backhand vencedores de Kawa deixaram Carol sacando em 0/30. A mesma Kawa errou um voleio não tão difícil que daria três break points, mas uma direita longa de Carol deixou o placar em 15/40. Em seguida, uma boa direita de Frech forçou um erro de Luisa e deu a quebra ao time da casa. Com 5/4 no placar, as polonesas não boberam. Sem perder um ponto sequer, elas confirmaram o serviço de Frech e fecharam o confronto.

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