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Testei 'O Fino do Tênis': lives são diferencial no curso online de Meligeni

Reprodução/O Fino do Tênis
Imagem: Reprodução/O Fino do Tênis
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

23/12/2020 13h17

Há pouco mais de um mês, ganhei de presente da Fila "O Fino do Tênis", curso online com Fernando Meligeni. Venho agora, nas linhas abaixo, descrever como foi minha experiência com o material - não porque recebi como cortesia, mas porque um número interessante de leitores me perguntou a respeito, querendo saber a resposta para pergunta mais recorrente da história da humanidade: "vale a pena?"

Como tudo na vida, o "vale a pena" de um é diferente do "vale a pena" do outro, e isso tem a ver com fatores diferentes, que vão desde a relação de cada pessoa com a tecnologia até a profundidade da conta bancária. Portanto, faz mais sentido eu explicar como a coisa funciona, e vocês podem decidir por conta própria se vale a pena ou não.

O acesso

Um dos pecados do curso é deixar o usuário um pouco confuso com as nomenclaturas da coisa. O site que anuncia o curso é o ProXperience, mas o curso em si se chama "O Fino do Tênis", e quem faz a inscrição recebe o acesso de algo chamado Hotmart Club. Pode assustar quem não tem tanta facilidade no manuseio de smartphones, tablets e computadores em geral.

Navegação

A boa notícia é que depois de fazer o login, navegar pelo material é super simples. No laptop, um menu lateral lista os módulos (saque, forehand, backhand, etc.), enquanto a parte central exibe os vídeos. Cada módulo tem vários itens, com um vídeo para cada. Na devolução de saque, por exemplo, o aluno encontra introdução, empunhadura, devolução de primeiro saque, devolução de segundo saque, posicionamento, postura-e-movimentação, leitura de saque e saque no corpo. Cada item contém um vídeo específico com demonstrações, explicações e comentários do próprio Meligeni.

Basta, no máximo, um par de cliques para acessar cada vídeo. Uma ótima funcionalidade da plataforma é registrar quais vídeos o aluno já viu. Assim, fica difícil se perder no meio do extenso material.

Conteúdo

Meligeni é bem didático - como precisava ser mesmo - explicando os golpes, suas variações e seus porquês. Cada módulo inclui também comentários sobre a aplicação estratégica de cada golpe - e são comentários que valem tanto para juvenis quanto para amadores competitivos, já que todos ensinamentos podem ser aplicados de forma proporcional.

Os vídeos são de excelente qualidade, não só na resolução, mas no que diz respeito à filmagem. Fica bem fácil para o aluno visualizar o que é passado pelo "professor Meligeni" porque os takes mostram ângulos diferentes da execução dos golpes (também em câmera lenta) e, em alguns casos, a câmera está acima da quadra, em um drone. Cada módulo ainda sugere exercícios para o aluno colocar em prática o que acabou de ver, e esses drills também são mostrados em vídeos, o que é ótimo.

O diferencial

Quem passa mais tempo navegando por sites de tênis ou até mesmo se limita a redes sociais como Facebook e Instagram já deve ter visto outros cursos por aí, a todo tipo de preço. Serena Williams tem sua Masterclass, assim como mestres de outras áreas. Andre Agassi tem um curso online na plataforma Udemy, que tem mais 100 mil cursos sobre diversas áreas.

Se você não fala inglês, a escolha fica mais simples. Passa a ser uma questão de custo-benefício e de saber se O Fino do Tênis cabe no seu bolso. Se você fala outros idiomas, aí o leque se amplia e vale olhar com carinho para outras opções antes de tomar uma decisão. Não ouso fazer comparações diretas porque não paguei por Serena, Agassi ou nenhum outro.

O que posso dizer é que o curso de Meligeni têm um extra importante: a chamada "mentoria", que na verdade são lives com o próprio Meligeni. Nelas, os alunos têm contato direto e ao vivo com o dono do curso. Tiram dúvidas, conversam, trocam informações e experiências. É algo raro e de valor difícil de medir. Assisti a uma dessas lives e achei excelente.

Dei a sorte de entrar em um horário interessante para mim (18h) e com poucos alunos. Ao todo, éramos seis. Todos falaram à vontade e participaram no que acabou sendo um bate-papo mediado por Meligeni, que tirava dúvidas e dava sugestões à medida em que a conversa avançava. Que tenista amador não gostaria de receber dicas de um top 25?

Quanto custa

Hoje, o Fino do Tênis está à venda em dois pacotes. O básico é o PRO, que sai por R$ 697,00 e inclui uma versão digital do livro "Aqui Tem!", acesso a uma área de membros para dúvidas e respostas, e ofertas e benefícios dos parceiros do curso (a Fila é citada aqui). O pacote premium é o PROXPERIENCE, que inclui, além de tudo do pacote anterior, "mentoria com o Fino online e ao vivo em turmas", e outros bônus. Este pacote está à venda por R$ 997,00 (os preços citados aqui são para pagamento à vista e já incluem 12% de desconto). Para mais informações e detalhes, visite o site.

Coisas que eu acho que acho:

- Vale a pena? Como disse antes, depende das necessidades e do bolso de cada um. Como o mundo do tênis brasileiro tem bolsos com "profundidades" diferentes, não cabe a mim julgar por todos. Que cada um analise e veja se cabe em seu orçamento e no seu jeito de lidar com o tênis. O que posso afirmar é que o conteúdo é de qualidade, bem feito e simples de consultar. Além disso, as lives de Meligeni são um diferencial considerável.

- Importante apontar: como em tudo que Meligeni faz, ele também ressalta aqui a intenção de não querer concorrer com técnicos. A intenção do curso é ser uma espécie de material complementar às aulas. Técnicos e professores, aliás, recebem 15% de comissão a cada curso comprado por um aluno.

- Também importante: se o aluno não ficar satisfeito, o curso devolve o dinheiro integralmente em até 7 dias após a compra.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.