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Rafael Nadal tem rara chance para finalmente conquistar o Masters de Paris

Divulgação/Rolex Paris Masters
Imagem: Divulgação/Rolex Paris Masters
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

03/11/2020 04h00

Fim de temporada é quase sempre um período complicado para Rafael Nadal. É época de jogar em quadras mais rápidas e indoor, onde as bolas quicam menos e não há variação de vento ou temperatura. Além disso, o espanhol costuma chegar a esse momento com o corpo bem desgastado, sem as condições ideais para brigar pelo título do Masters de Paris. Não é por acaso que nos últimos dez anos Rafa deixou o torneio fora de seu calendário em nada menos do que seis vezes. Logo, não é por acaso que o atual número 2 do mundo, campeão 13 vezes em Roland Garros, jamais levantou o troféu do outro grande torneio de Paris.

Este ano, porém, Rafa tem uma chance rara no evento. Além de ter poupado seu corpo tanto involuntariamente (o circuito ficou cinco meses por conta da pandemia) quanto de maneira planejada (não disputou Cincinnati+US Open), Nadal chega à capital francesa encontrando uma chave cheia de desfalques. Roger Federer, lesionado, era uma ausência esperada. Novak Djokovic também anunciou que não competiria este ano. Dominic Thiem, que teve bolhas no pé na semana passada, em Viena, também está fora. Logo, temos um Nadal em boa forma física, vindo de uma atuação espetacular na final de Roland Garros, jogando um torneio mais fraco do que o habitual. É uma combinação raríssima jogando a favor de Rafa nesta época do ano.

Ainda assim, é bom lembrar que o sorteio não lhe foi tão favorável. Na parte de cima da chave - a mesma de Rafa - estão os dois tenistas em melhor momento no circuito (pelo menos dentro de quadra!): Alexander Zverev foi campeão dos dois ATPs de Colônia e soma oito vitórias consecutivas, enquanto Andrey Rublev venceu 19 das últimas 20 partidas que disputou. No período, o russo foi campeão em Hamburgo, quadrifinalista em Roland Garros e campeão em São Petersburgo e Viena. Um dos dois deve alcançar a semifinal e encarar Nadal - se este confirmar o favoritismo, obviamente.

A parte de baixo da chave é mais difícil de prever. Os principais cabeças são Stefanos Tsitsipas, que não foi tão bem assim em Viena - parecia mal fisicamente, e Daniil Medvedev, que faz um pós-paralisação decepcionante para os seus padrões, com derrotas na primeira fase em Hamburgo e Roland Garros, um tombo na segunda rodada (para Opelka) em São Petersburgo e uma eliminação nas quartas (para Kevin Anderson) em Viena. Além disso, essa parte da chave tem os perigosos Milos Raonic, Félix Auger-Aliassime, Karen Khachanov, Kevin Anderson, Marin Cilic e até o italiano Lorenzo Sonego, que eliminou (um meio desinteressado, é verdade) Djokovic em Viena.

Coisas que eu acho que acho:

- Há algumas semanas, passei a escrever também para o The Player, a maior comunidade de apostas esportivas. Lá, além de análises sobre os torneios e suas respectivas chaves, dou também dicas de apostas, indicando favoritos e azarões que têm melhores chances de surpreender a cada semana. Visitem e confiram!

- O ATP Finals já tem sete classificados: Djokovic, Nadal, Thiem, Medvedev, Tsitsipas, Zverev e Rublev. A última e oitava vaga será definida em Paris, e o principal candidato é Diego Schwartzman, que tem 3.285 pontos. Atrás dele vêm Matteo Berrettini (3.075, mas perderá 200 pontos na próxima segunda-feira), David Goffin (2.555) e Pablo Carreño Busta (2.400).

- Vale lembrar que o torneio parisiense é o último Masters 1.000 exibido pelo SporTV. O canal ainda mostrará o ATP Finals este ano, mas, a partir de 2021, os direitos dos Masters e do Finals passam para a ESPN.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.