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Ostrava, Colônia e Antuérpia movimentam a elite do tênis

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Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

20/10/2020 20h00

Três torneios concentram as atenções do mundo do tênis nesta semana, e o mais importante deles acontece em Ostrava, na República Tcheca. Em um circuito feminino seriamente prejudicado pelo cancelamento de toda a sequência de eventos na Ásia neste segundo semestre, o WTA Premier de Ostrava ganha importância ao ser o penúltimo evento do ano. Não por acaso, reúne seis top 20, incluindo as top 10 Elina Svitolina e Karolina Pliskova.

O que tem de interessante Ostrava também tem de imprevisível. O evento marca o retorno do circuito às quadras rápidas após o saibro pesado de Roland Garros, então todas participantes tiveram de passar por um processo parecido de adaptação ao piso. Além disso, é uma chave de 28, e as quatro principais cabeças de chave estreiam nas oitavas contra tenistas que já jogaram e, claro, venceram. Condições que favorecem todo tipo de resultado surpreendente.

Um exemplo rápido? Svitolina, cabeça 1, estreia já contra a perigosa Maria Sakkari, #23 do mundo, que bateu Krystina Pliskova por 6/3 e 6/3 na primeira rodada. A grega, além de entrar em quadra com mais ritmo do que a ucraniana, ainda leva na memória a vitória do último confronto com Svitolina, que aconteceu no WTA de San Jose do ano passado. Resumindo, não será tão surpreendente assim se Sakkari avançar.

O mesmo vale na ponta de baixo da chave, onde Karolina Pliskova, número 6 do mundo e cabeça 2 do torneio, vai estrear contra a russa Veronika Kudermetova, #47 do mundo, que não só furou o qualifying como venceu na primeira rodada. Além disso, Kudermetova eliminou Pliskova recentemente no WTA de Cincinnati. Juntando isso à fase ruim da tcheca no pós-paralisação do circuito, o cenário está desenhado para um jogo imprevisível.

O circuito masculino, por sua vez, tem dois torneios: o ATP 250 da Antuérpia e o ATP 250 de Colônia II. Na cidade belga, o cabeça 1 é o local David Goffin, com o espanhol Pablo Carreño Busta na outra ponta da chave. Também é um torneio de 28 participantes, algo sempre traiçoeiro para os favoritos. Na parte de cima, os mais cotados são o próprio Goffin; o cabeça 4, Grigor Dimitrov; e o cabeça 5, Milos Raonic - sempre perigoso em torneios indoor e semifinalista na semana passada, em São Petersburgo.

Na metade de baixo, o caminho parece ótimo para o cabeça 3, Karen Khachanov, que vem de quartas de final em São Petersburgo. Para Carreño Busta, o cabeça 2, a tarefa é um pouco mais difícil. Por não ter jogado na última semana, ele faz sua volta às quadras duras, enquanto boa parte da chave já está mais adaptada ao piso.

Por fim, falemos do ATP 250 de Colônia II, na Alemanha, que leva "II" porque sediou um evento na semana passada - uma das exceções abertas pela ATP para preencher um calendário que foi esburacado pelos cancelamentos relacionados à pandemia. Com as condições iguais, leva vantagem quem já jogou bem na última semana. Ou seja, o cenário é favorável para o cabeça 1, Alexander Zverev, campeão no último domingo, e o cabeça 5, Félix Auger-Aliassime, vice.

Auger-Aliassime deve até se beneficiar de estar na parte de baixo da chave, onde o cabeça 2 é Diego Schwartzman. O argentino, além de não ter um jogo naturalmente tão perigoso nesse tipo de piso mais rápido, também faz seu primeiro torneio desde Roland Garros. Ou seja, está se adaptando ao piso enquanto a maioria estará "em casa". Outro nome interessante a acompanhar em Colônia é o do canadense Denis Shapovalov, que tem uma chave, digamos, amigável. O cabeça 4, Roberto Bautista Agut, desistiu, deixando um "buraco" que põe Shapo como favorito para chegar às semis. Não convém descartar, contudo, o jovem italiano Jannik Sinner, que estreou atropelando o australiano James Duckworth por 6/1 e 6/2.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.