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Governador confirma: vai ter US Open em 2020

CORINNE DUBREUIL/FFT
Imagem: CORINNE DUBREUIL/FFT
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

16/06/2020 13h10

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, oficializou nesta terça-feira que o US Open será disputado em 2020. O anúncio foi feito via Twitter, juntamente com a divulgação de que não haverá público, e a organização adotará uma série de medidas de prevenção ao novo coronavírus.

Em seu tweet, Cuomo promete que a USTA, federação americana de tênis e responsável pela organização do torneio, "adotará precauções extraordinárias para proteger tenistas e suas equipes, incluindo muitos testes, limpeza adicional, espaço de vestiário adicional e alojamentos e transportes dedicados."

Em seu briefing diário com a imprensa, Cuomo comemorou a redução nos casos de Covid-19 em Nova York. Segundo o governador, o número de hospitalizações por causa da doença caiu para 1.538 nesta segunda-feira - número mais baixo no estado desde 20 de março. Além disso, a média de mortes ao longo de três dias no estado caiu para 24, outro índice que vem em queda.

Pouco depois do anúncio do governador, Mike Dowse, CEO da USTA, confirmou que o Masters 1000 de Cincinnati também será realizado no Billie Jean King National Tennis Center, complexo que abriga o US Open.

"Reconhecemos a tremenda responsabilidade em sediar um dos primeiros eventos esportivos globais nestes tempos difíceis e o faremos da maneira mais segura possível, avaliando todos riscos em potencial. Agora podemos dar a fãs de todo o mundo a chance de ver os melhores tenistas competindo pelo título do US Open e podemos exibir o tênis como o esporte ideal em distanciamento social. Poder sediar esses eventos em 2020 é um ganho para a cidade de Nova York e todo o cenário do tênis. Teremos mais detalhes e um anúncio oficial amanhã."

Desfalques

Roger Federer, que passou por uma nova cirurgia no joelho, já anunciou que não estará no US Open. Ele só voltará ao circuito em 2021, o que significa sua ausência também de Roland Garros - se o slam do saibro também for realizado este ano. Outro nome de peso que pode ficar fora deste US Open é a romena Simona Halep. Segundo o canal Pro TV, Halep não competiria fora da Europa este ano. Ou seja, consideraria estar em Roland Garros, mas não iria a Nova York para o US Open. Após a confirmação do torneio americano, a equipe da romena disse ao New York Times que ainda não tomou uma decisão definitiva.

Coisas que eu acho que acho:

- O anúncio de amanhã, quando a USTA dará todos detalhes sobre a realização do US Open, será o grande momento deste pré-torneio. Será lá que saberemos em que moldes o evento será realizado. Haverá quali? Qual será o prêmio em dinheiro? Todos tenistas ficarão em apenas um hotel? Quantas pessoas cada atleta poderá levar? Essas respostas provavelmente definirão quem vai e quem não vai ao US Open de 2020.

- E o resto do circuito? Ao que parece, a elite está se entendendo e arrumando uma maneira de voltar às competições. Espera-se em breve o anúncio de um calendário de ATPs e WTAs. Até aí, tudo bem. Mas e o resto do circuito? A turma que realmente precisa competir para pagar suas contas? Quando voltarão os Challengers e WTTs? Quem está se preocupando em estabelecer padrões mínimos para essas competições?

- Bruno Soares, integrante do Conselho dos Jogadores da ATP, havia dito que entre os tenistas havia um consenso que o circuito só voltaria quando todos pudessem competir em igualdade de condições. Não parece o caso no momento... Aguardo o anúncio de amanhã para escrever mais sobre o tema.