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Djokovic vence 50º duelo com Federer e volta à final na Austrália

Reuters
Imagem: Reuters
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

30/01/2020 08h04

Se Roger Federer entrou na Rod Laver Arena lesionado nesta quinta-feira, ninguém percebeu isso nos primeiros pontos de seu 50º duelo com Novak Djokovic. Agressivo e preciso, o suíço colocou o rival na defensiva desde o game inicial e parecia rumar para vencer a parcial sem grande drama. O sérvio, contudo, resistiu à blitz de Federer e saiu das trincheiras para anotar uma vitória maiúscula por 7/6(1), 6/4 e 6/3 e avançar para a final do Australian Open pela oitava vez na carreira.

Heptacampeão em Melbourne, Djokovic fará sua 26ª final em um torneio do Grand Slam. Ele busca seu oitavo título no evento e o 17º em um slam. O sérvio ocupa o terceiro lugar na lista dos maiores campeões da história do tênis masculino nesse tipo de torneio. O suíço tem 20 títulos, enquanto Rafael Nadal soma 19. Seu adversário no domingo será o vencedor do jogo entre o austríaco Dominic Thiem, número 5 do mundo, e o alemão Alexander Zverev, #7.

Quanto à rivalidade com Federer, Nole agora tem 27 vitórias contra 23 do suíço. Em slams, a última vitória de Roger aconteceu nas semifinais de Wimbledon em 2012. No geral, Djokovic venceu seis dos últimos sete encontros. Em slams, são 11 triunfos em 17 jogos.

Como aconteceu

Ao contrário do que muita gente esperava - por causa da lesão na perna e das atuações abaixo do padrão contra Millman e Sandgren - Federer entrou em quadra extremamente agressivo e incrivelmente afiado. Pressionando os saques do sérvio e disparando winners de todos lugares da quadra, o suíço rapidamente abriu 4/1 e ainda teve três break points seguidos (0/40) para abrir 5/1. Djokovic, porém, não se entregou. Um a um, salvou os break points, manteve o saque e seguiu vivo no set. O esforço foi recompensado quando Federer sacou para o set em 5/3 e não conseguiu vencer sequer um ponto sequer. No tie-break, Nole foi perfeito. Roger abriu o game de desempate com um erro de direita e, depois disso, não teve chance.

Federer pediu atendimento ao fim do set e saiu de quadra para receber cuidados médicos. Quando voltou à quadra, pouco mudou. Djokovic já era o senhor das trocas de bola no fundo de quadra, mas o suíço contava com bons saques para equilibrar as ações. Nole também contribuiu com erros em momentos cruciais, desperdiçando dois break points no segundo game e mais um no sexto. No décimo, porém, Djokovic foi impecável. Primeiro, conquistou um set point forçando Federer a errar um voleio. Na sequência, alcançou uma curtinha e fez uma incrível passada para fechar o set em 6/4 (veja abaixo).

No terceiro set, o jogo pouco mudou. Djokovic seguiu superior, enquanto Federer se segurava com o saque. No sexto game, porém, o sérvio aplicou o golpe de misericórdia com uma sequência impecável. Primeiro, encaixou uma paralela de esquerda que o rival não conseguiu defender. Depois, com o break point a favor e a linha de chegada no horizonte, disparou uma esquerda vencedora na cruzada que quicou na linha e quebrou o saque do suíço. Em seguida, Nole abafou a última tentativa de reação do rival, jogando quatro pontos perfeitos e saindo de 0/30 para confirmar o serviço e fazer 5/2. Não houve solução para Federer.

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