PUBLICIDADE
Topo

Rodrigo Coutinho

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Estreia de Lisca renova a esperança de acesso do Sport para a Série A

só para assinantes
Rodrigo Coutinho

Rodrigo Coutinho é jornalista e analista de desempenho. Acredita que é possível abordar o futebol de forma aprofundada e com linguagem acessível a todos.

Colunista do UOL

03/07/2022 17h54

O Sport não vence há um mês e vai seguir com esse incômodo jejum pelo menos até a próxima rodada, quando encara o Londrina. O empate sem gols com o Vasco diante de um Maracanã lotado, porém, revelou uma equipe mais competitiva e madura para encarar as adversidades. Em poucos dias, o novo treinador ainda não teve como implementar grandes transformações táticas, mas a atitude foi diferente.

Maurício de Souza voltou a escalar um centroavante de ofício. Raniel foi titular. Figueiredo retornou ao lado direito. Nenê, Gabriel Dias e Anderson Conceição foram desfalques. Palacios, Léo Matos e Danilo Boza entraram. Já Lisca, em sua estreia, fez mexidas no meio-campo. Blás Cáceres, que não era titular há quatro meses, começou jogando. William Oliveira ganhou espaço também.

O Sport conseguiu quebrar o ímpeto ofensivo buscado pelo Vasco no 1º tempo. Concentrado para marcar e disposto a reter a bola em alguns momentos, só criou uma chance efetiva de gol, mas não sofreu a pressão que a atmosfera e o histórico recente do Gigante da Colina em casa poderiam supor. Destaque para a intensidade marcação, a boa proteção de área, e a personalidade para arriscar em situações complicadas.

O Cruzmaltino subiu a marcação com frequência, mas o Leão se saiu bem, principalmente pelo lado direito com Fabinho, Ewerthon e Giovanni se aproximando. Kayke saiu lesionado aos 29'. ''Búfalo'' Parraguez entrou em seu lugar o time se fixou num 4-4-2 mais nítido. O time carioca criou mais, mas não teve tanta regularidade nas ações ofensivas. A melhor chance veio em cabeçada de Danilo Boza na trave, aos 39'.

01 - Rodrigo Coutinho - Rodrigo Coutinho
Como Vasco e Sport iniciaram o jogo válido pela 16ª rodada da Série B
Imagem: Rodrigo Coutinho

Figueiredo abriu o corredor para as ultrapassagens de Léo Matos pela direita e o Vasco ganhou profundidade por ali. Andrey se mexeu bastante pelo meio e esteve envolvido nas melhores jogadas de ataque. Em uma delas foi bloqueado por Rafael Thyere em finalização promissora. Em outra, chutou da entrada da área à direita da meta. Pec deu trabalho pela esquerda, mas faltava algo mais estruturado coletivamente.

Defensivamente o Vasco se comportou bem. Mesmo tendo algumas pressões frustradas na saída rival, não deu tantos espaços entre os setores e contou com boas recuperações de Quintero, Yuri Lara e Edimar em jogadas mais críticas. As pressões pós-perda também foram um ponto alto. A partir delas a equipe retomou a posse no campo de ataque com frequência.

Na 2ª etapa a troca de passes dos anfitriões ficou mais lenta e a marcação do Sport seguiu encaixada, dificultando ainda mais a criação de jogadas. Uma cabeçada de Léo Matos bem defendida por Maílson e um chute de longe de Figueiredo foram as finalizações mais perigosas do Vasco na metade inicial do 2º tempo. Juninho entrou no lugar de Yuri Lara para agilizar as coisas no meio-campo.

02 - Daniel Ramalho/CRVG - Daniel Ramalho/CRVG
Raniel, do Vasco, e Sabino, do Sport, disputam a bola durante duelo no Maracanã, pela Série B do Campeonato Brasileiro
Imagem: Daniel Ramalho/CRVG

O rubro-negro novamente prendia a bola e trocava passes em determinados momentos, mas não era agressivo. Faltava mais potencial para machucar a defesa do Vasco, velocidade para atacar a profundidade. Lisca botou Ray Venegas, Bruno Matias e Thiago Lopes. Luciano Juba, William Oliveira e Blás Cáceres saíram. Giovanni foi outro a deixar o campo para a entrada de Alan.

A bola parada ofensiva foi a principal arma do Vasco no jogo. Figueiredo cabeceou com perigo aos 34', na última oportunidade criada pelo cruzmaltino. Muito pouco! Há algumas partidas o time vem devendo em produção ofensiva. Segue competitiva, ciente do comportamento necessário para subir, mas nem sempre isso será o suficiente para vencer os jogos.