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Rodrigo Coutinho

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Entenda como a distância entre Galo e Emelec aumentou em um mês

João Rojas comemora gol do Emelec sobre o Palmeiras pela Copa Libertadores -  Franklin Jacome/Getty Images
João Rojas comemora gol do Emelec sobre o Palmeiras pela Copa Libertadores Imagem: Franklin Jacome/Getty Images
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Rodrigo Coutinho

Rodrigo Coutinho é jornalista e analista de desempenho. Acredita que é possível abordar o futebol de forma aprofundada e com linguagem acessível a todos.

Colunista do UOL

28/06/2022 04h00

Com o devido respeito a todos os clubes, o Emelec era um dos adversários mais ''cobiçados'' para os brasileiros nas oitavas de final da Libertadores. O primeiro semestre de nível mediano, repleto de atuações pouco confiáveis, era o motivo. O Galo foi o ''agraciado'' pelo sorteio. Mas a disparidade entre as equipes cresceu ainda mais desde o dia 27 de maio.

O ''Bombillo'' foi apenas o sexto colocado no primeiro turno do Campeonato Equatoriano. Levou um gol por jogo em média. Passa por crise política. As eleições do clube foram suspensas, e não houve nenhuma contratação para o mata-mata da Libertadores. Para completar, o melhor jogador do time, o ponta João Rojas, foi vendido para o futebol mexicano.

O Emelec também perdeu o zagueiro argentino Gustavo Canto, que teve desentendimentos com o técnico espanhol Ismael Rescalvo e saiu do time de Guayaquil. Os problemas não param por aí. Em virtude da greve geral ocorrida no país, os jogos da Copa do Equador foram suspensos, e a equipe não faz um jogo oficial desde 28 de maio.

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João Rojas comemora gol do Emelec sobre o Palmeiras pela Copa Libertadores
Imagem: Franklin Jacome/Getty Images

O treinador pretendia escalar os ''Elétricos'' com três zagueiros para reforçar a linha defensiva diante do Atlético, mas não sabe se será possível. Além da saída de Canto, tem dois outros defensores fora de combate. Joel Quintero, que era titular absoluto, sofreu lesão no joelho. O experiente argentino Leguizamón também está fora. Rescalvo precisará recorrer a Mejia, que fez sua última partida em março.

Se quiser manter a ideia de uma linha mais robusta na defesa, vai precisar improvisar. Romario Caicedo, que tem boa estatura, poderia ser um nome indicado. Mas a tendência é que repita o 4-3-3 que caracterizava a equipe durante a 1ª fase. Neste caso, Carabalí seria adiantado para jogar como ponta e Caicedo entraria como lateral-direito.

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Provável time do Emelec no 4-3-3
Imagem: Rodrigo Coutinho

Os jogadores mais perigosos do Emelec neste momento são o experiente meia uruguaio Sebastián Rodriguez e o centroavante Cabeza. O primeiro tem 29 anos e veste a camisa do clube desde 2020. Se destacou no Nacional de Montevidéu e jogou também no futebol mexicano. O segundo foi revelado no Independiente del Valle e atua no clube de Guayaquil desde o ano passado. Se impõe fisicamente e tem um jogo pela seleção equatoriana.

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Caso a opção seja com linha de cinco na defesa.
Imagem: Rodrigo Coutinho

É uma equipe que marca por encaixes no setor e faz perseguições curtas. Cada jogador segue o atleta adversário que entrou em sua zona por um determinado espaço. O time faz isso de forma intensa, pressiona a bola, mas abre lacunas consideráveis entre os setores e dentro da mesma linha. Entre zagueiros e laterais, por exemplo, é uma constante. Talvez por isso, Rescalvo tenha como ideia a utilização de três zagueiros.

Com a bola, tem jogadores com qualidade no meio-campo. Rodriguez e Cevallos principalmente. Zapata também tem capacidade de articulação a partir dos lados, mas falta a mesma condição na linha defensiva, e muitas vezes o time utiliza passes diretos para o ataque como forma de superar uma marcação mais adiantada dos adversários.

A melhora do Galo nas últimas duas semanas distancia ainda mais as coisas entre os times. Tecnicamente não há comparações, e é provável que o time equatoriano adote uma postura mais reativa, apostando em contra-ataques, para tentar ser competitivo nos duelos.