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Rodrigo Coutinho

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

São Paulo tem campanha de rebaixado nas últimas oito rodadas do Brasileirão

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Rodrigo Coutinho

Rodrigo Coutinho é jornalista e analista de desempenho. Acredita que é possível abordar o futebol de forma aprofundada e com linguagem acessível a todos.

Colunista do UOL

26/06/2022 20h04

De vice-líder à segunda página da tabela. O São Paulo só estava dois pontos atrás do Corinthians após a 6ª rodada, mas somou apenas oito nas últimas oito jornadas de Brasileirão, aproveitamento digno de time rebaixado. É difícil imaginar o Tricolor brigando contra isso no final do Brasileirão, mas o time precisa reagir urgentemente. A equipe até criou, só que foi pouco contundente diante do lanterna Juventude.

Rogério Ceni seguiu promovendo o rodízio no São Paulo. Desta vez teve os retornos de Rafinha e Welington, e preservou Diego Costa, Rodrigo Nestor e Calleri. Desfez o esquema com três zagueiros. Já Umberto Louzer, em sua estreia, não teve Isidro Pitta e William Matheus. Ricardo Bueno e Moraes foram titulares da equipe montada no 4-2-3-1.

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Como São Paulo e Juventude iniciaram o jogo válido pela 14ª rodada Brasileirão 2022
Imagem: Rodrigo Coutinho

O São Paulo dominou o 1º tempo, foi mais perigoso, mas demorou para tomar as rédeas da partida e criou basicamente em contra-ataques. Não que jogar desta forma fosse a proposta central. O time da casa ficou mais tempo com a bola, mas sofreu para criar espaços na defesa gaúcha. Ao retomar a posse e acelerar, conseguiu finalizar com mais perigo.

Éder, em duas cabeçadas, chegou perto de marcar. Ambas as jogadas tiveram a assistência de Igor Gomes, um dos mais efetivos do time. Se aproximou de Patrick e Welington pela esquerda e compôs o setor mais criativo do tricolor novamente. Luciano e Calleri eram tímidos e pouco precisos pela direita. Rafinha ficou mais preso junto aos zagueiros.

Sem a bola o time da casa fez um 1º tempo seguro. Adiantou a marcação depois dos 20 minutos e cortou as boas trocas de passe que a equipe visitante apresentava até este momento. A jogada mais perigosa dos alviverdes foi um chute de Jadson da entrada da área, logo aos dois minutos. O time apresentava uma boa ocupação de espaços e aproximação para jogar.

Faltava ao Juventude mais profundidade e capacidade de técnica superar os são-paulinos em duelos individuais no ataque. Rodrigo Soares fazia a saída de três com Thalisson e Forster. Chico e Capixaba davam amplitude ao time. Moraes atacava como um meia-esquerda, tentava se aproximar de Oscar Ruiz, Jadson e Yuri para trocar passes pelo meio. Sem a bola, o Ju marcava firme.

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Luciano lamenta chance perdida pelo São Paulo em partida contra o Juventude. Ele não marca há dez jogos, quase 50 dias.
Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Ceni voltou com seus dois melhores jogadores da atualidade. Calleri entrou no lugar de Éder. Rodrigo Nestor na vaga e Patrick. Igor Gomes foi jogar na meia-esquerda. O cenário de controle do Tricolor seguiu no 2º tempo, assim como a pouca eficiência na articulação das jogadas e finalizações. Miranda teve uma grande chance aos 20', mas perdeu um gol incrível na pequena área.

O Tricolor rondou a área e a meta. A sensação, porém, era de que não conseguiria marcar um gol nem se a partida tivesse mais três horas de duração. Nestor e André Anderson tiveram boas condições de finalizar de dentro da área, mas bateram em cima de César, que teve boa atuação. A dupla de zaga do Juventude, Thallison e Rafael Forster, também se destacou. Calleri perdeu grande oportunidade nos acréscimos.

Clima melancólico no frio Morumbi ao final do jogo. O time gaúcho, que basicamente só se defendeu a partir da metade da 1ª etapa, conseguiu um ponto suado, mas segue na zona de rebaixamento. Já o São Paulo, apesar de ter criado para vencer, novamente ficou devendo em um jogo de Brasileirão. Com o calendário insano pela frente, a tendência é piorar.