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Rodrigo Coutinho

REPORTAGEM

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Joelinton mira evolução por 'Big-Six' e chance na seleção

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Rodrigo Coutinho

Rodrigo Coutinho é jornalista e analista de desempenho. Acredita que é possível abordar o futebol de forma aprofundada e com linguagem acessível a todos.

Colunista do UOL

15/08/2021 04h00

O centroavante Joelinton inicia neste domingo mais uma temporada com a camisa do Newcastle, a terceira pelo consecutiva pelo clube do norte inglês. Titular dos ''Magpies'' na maioria das partidas, ele conversou com a coluna sobre a expectativa de mais uma vez poder desfilar seu futebol no principal campeonato nacional do mundo. Admitiu a necessidade de evolução para voos maiores e torce por uma recuperação do Sport, clube que lhe revelou. Confira!

Será a sua terceira temporada com a camisa do Newcastle. O que mudou no seu futebol e na sua visão da vida desde então?

J: A gente vai ganhando experiência. A cada temporada que passa vou aprendendo mais e conhecendo melhor a liga e os jogadores que aqui atuam. Essa é a principal diferença. Hoje sou mais maduro e espero fazer uma grande temporada.

Sabemos que a Premier League é o campeonato nacional mais forte do mundo. Você também jogou o Brasileirão e as ligas alemã e austríaca. Se pudesse diferenciar a liga inglesa delas, o que mais chamaria a atenção?

J: É uma liga muito forte fisicamente, uma intensidade cada vez mais alta. Essa é a principal diferença com relação ao Campeonato Brasileiro. Não que a liga no Brasil seja ruim, mas acho que aqui é mais forte fisicamente, principalmente os defensores. A cada jogo a disputa é no limite e precisamos sempre evoluir quanto a isso.

Como é a relação dentro do vestiário do Newcastle? Quais são as principais diferenças para um vestiário de um clube brasileiro?

J: O vestiário é muito bom e temos um grupo bem unido, todos têm os mesmos objetivos. A principal diferença é a língua, mas a resenha tem em todo lugar

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Joelinton, jogador brasileiro do Newcastle
Imagem: REUTERS/Tim Keeton

Será a sua terceira temporada com o mesmo treinador. Como vê o encaixe das suas características com o modelo de jogo proposto pelo Steve Bruce?

J: Ele vem mudando nos últimos anos. Na primeira temporada eu joguei muito isolado na frente, a formação era diferente, e isso me prejudicou um pouco. Desde a última temporada passamos a jogar com dois atacantes e isso melhorou. O Steve Bruce me conhece bem e sabe como gosto de atuar. Eu também sei das coisas que ele gosta e espero fazer um grande campeonato.

Nas últimas duas temporadas você foi muito mais titular do que reserva da equipe e marcou contra times do ''Big Six'', como Tottenham e Manchester City. Acha que pode alcançar um desses clubes na carreira?

J: É um sonho. O Newcastle é um grande clube, mas está abaixo desses outros. Sei que pra chegar nesse nível preciso trabalhar mais e fazer uma temporada melhor das que eu já fiz aqui. Quero voltar a disputar uma Champions League, mas isso só depende do que eu fizer no Newcastle. As coisas acontecem muito rápido no futebol. É seguir trabalhando, confiante, com o pensamento positivo.

Tem acompanhado a situação do Sport? Como viu a crise que o clube passou nos últimos meses? Acredita que dá para se manter na Série A?

J: Tenho um carinho muito grande pelo Sport e espero que o clube se mantenha. Morei cinco anos na Ilha do Retiro e conheço muita gente ali. Quando eu saí, o Sport tinha uma situação financeira boa, era organizado. E pessoas que passaram lá dentro levaram o clube para baixo. Quero que volte como era antes e que possa seguir na Série A, além de brigar por Libertadores e Sul-Americana. Continuo acompanhando daqui e desejando coisas boas ao clube.

Nas últimas duas temporadas o Newcastle ficou na segunda parte da tabela da Premier League. Acredita que desta vez pode ser diferente? O que é preciso fazer para que isso aconteça?

J: A Premier League é muito difícil e é necessário ter boas sequências de resultado. Isso faltou nas últimas duas temporadas. Entramos em fases difíceis, perdemos jogos em casa, e isso não pode acontecer. Dentro de casa temos que mostrar força e pontuar o máximo que a gente conseguir. Além de ter um grupo forte. O calendário é puxado e nas últimas temporadas perdemos jogadores importantes, o que acabou fazendo falta

Você foi a contratação mais cara da história do Newcastle há dois anos, como lidou com isso? Gerou uma pressão a mais?

J: Essa pressão existe até hoje, mas sempre tive pessoas ao meu lado para ajudar, e a cabeça no lugar. Trabalho muito duro, como sempre fiz na minha carreira, e sei do meu potencial, de que forma posso ajudar o clube. Procuro não ver tantas coisas na mídia. Me concentro mais no trabalho mesmo.

Acha que está num bom caminho para chegar na seleção brasileira?

J: Estou numa grande liga e sei que se for bem aqui vou chamar a atenção, mas preciso trabalhar mais. Hoje estou distante, mas vou sempre acreditar e trabalhar. Um dia essa oportunidade pode chegar. Estou na liga certa para isso. É fazer gols e ter um bom desempenho para chamar a atenção.