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Rodrigo Coutinho

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Barrar Rafinha pode ser só o primeiro passo da carreira de Vanderson

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Rodrigo Coutinho

Rodrigo Coutinho é jornalista e analista de desempenho. Acredita que é possível abordar o futebol de forma aprofundada e com linguagem acessível a todos.

Colunista do UOL

27/07/2021 12h37

A qualidade do garoto Vanderson não é exatamente uma novidade para o torcedor gremista. Presente nos profissionais do clube desde novembro de 2020, o lateral de 20 anos chamou a atenção em âmbito nacional recentemente por ter deixado Rafinha no banco. O ex-atleta do Bayern e da Seleção não vem tão bem, mas esse movimento fala muito mais do potencial de Vanderson do que da má fase do experiente jogador.

Destaque absoluto no jogo do último final de semana, o empate com o América Mineiro, o camisa 35 do Imortal ganhou a posição nos duelos contra a LDU Quito, pela Copa Sulamericana. Dono de muita imposição e capacidade para fazer o ''corredor direito'' com intensidade o jogo inteiro, deu mais agressividade ao time e potencializou o estilo de rápidas transições pedido por Felipão neste início de trabalho.

Vanderson chegou ao Grêmio em meados de 2018. Foi descoberto pelo observador técnico e scout da base do clube, Erivelton Lima, enquanto jogava um Campeonato Paulista Sub-17 pelo Rio Branco, de Americana. Tem contrato recentemente renovado com o Tricolor Gaúcho até o fim de 2025, e possui muita coisa em seu futebol que os clubes europeus buscam. Além do talento, é um lateral de boa estatura e potência física.

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Os números de Vanderson no Grêmio
Imagem: Rodrigo Coutinho

Ele é rápido, tem repertório de drible em velocidade e geralmente toma boas decisões nas proximidades da área. Não à toa possui mais eficiência que Rafinha nos cruzamentos e passes para a área se levarmos em consideração a temporada 2021. Não ter medo de arriscar, e a personalidade para chamar a responsabilidade em momentos difíceis, são outras virtudes que chamam a atenção.

Na parte defensiva mantém a pegada e o interesse. Tem uma abordagem bem intensa e cumpre as perseguições de forma satisfatória. Ainda precisa evoluir na sustentação do posicionamento na linha defensiva. Por vezes se afoba e erra. Fatores naturais e facilmente ''trabalháveis'' com o ganho de maturidade psicológica natural que deve vivenciar nos próximos meses.

Vanderson teve boa passagem pelo time sub-20 gremista antes de subir aos profissionais. Participou inclusive, como titular, da campanha do vice-campeonato na Copa São Paulo de 2020. Acabou sendo desfalque na final contra o Internacional. Foi alçado por Renato Portaluppi aos profissionais após uma lesão de Orejuela, hoje no São Paulo, em novembro. Estreou contra o Atlético Goianiense, no mês seguinte.

Dizer exatamente o destino de um jogador tão novo é sempre um desafio. Há muitas armadilhas pelo caminho e manter-se focado para superá-las é tão importante quanto o talento. Podemos afirmar que há muita margem de crescimento e projeção otimista para chegar em uma liga forte na Europa e buscar a seleção brasileira num médio prazo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL