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Rodrigo Coutinho

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Fred, Veríssimo e Everton Ribeiro. Os ''extremos'' da convocação de Tite

O meia da seleção brasileira Everton Ribeiro durante jogo contra a Venezuela - Lucas Figueiredo/CBF
O meia da seleção brasileira Everton Ribeiro durante jogo contra a Venezuela Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
Rodrigo Coutinho

Rodrigo Coutinho é jornalista e analista de desempenho. Acredita que é possível abordar o futebol de forma aprofundada e com linguagem acessível a todos.

Colunista do UOL

14/05/2021 12h21

Todo dia de convocação da seleção brasileira é a mesma coisa. Muita gritaria nas redes sociais, ofensas ao treinador, e disputas entre torcidas e até mesmo jornalistas. Exageros à parte, importante falarmos sobre três nomes especificamente. Lucas Veríssimo e Fred pelo lado positivo. E Everton Ribeiro pelo lado negativo.

Comecemos então pelo meia do Flamengo. Buscar continuidade em grande parte do grupo de convocados é extremamente compreensível e saudável. É necessário manter o maior número possível de jogadores com assimilação completa das ideias de jogo propostas pela comissão técnica. Isso vem com os treinamentos e é desenvolvido nos jogos. Outras questões, porém, também precisam ter peso nas convocações. O momento vivido é importante. Principalmente quando se trata de um atleta que não fará exatamente a diferença num alto nível internacional.

Everton Ribeiro é um excelente jogador! Poucos meias do futebol brasileiro possuem a sua capacidade de drible, mudança de direção, visão de jogo, controle de bola e posicionamento tático. Mas não joga bem há pelo menos quatro meses. Vem tendo sua titularidade questionada até mesmo no Flamengo. O recado passado com a sua convocação é ruim, mesmo ponderando os fatores do parágrafo anterior. Há outros nomes que poderiam ser chamados para a vaga. No Brasil e na Europa.

Lucas Veríssimo, pelo que fez no Santos nos últimos três anos, já merecia uma chance. Zagueiro que se adequa perfeitamente ao modelo da seleção. Sabe construir com a bola e protege a área com excelência. Rápido e ótimo na bola aérea. Mostrou personalidade e já se firmou na zaga do Benfica em pouco tempo de clube. É nome forte no quarteto de zagueiros para ir ao Catar em 2022.

Outro que vem jogando muita bola é Fred. Muito questionado ao ser convocado para a Copa de 2018, o meio-campista é um daqueles casos atacados pela ignorância de quem não compreende a evolução de um jogador e não assiste com regularidade os jogos de um atleta antes de opinar. Deixou o futebol brasileiro em 2013 como um meia promissor, mas muita gente ainda acha que se trata do mesmo atleta.

Fred construiu uma história sólida no Shakhtar Donetsk, a ponto de ser contratado pelo gigante Manchester United. Em sua terceira temporada no clube, é titular absoluto, com um desempenho que justifica uma briga por vaga no time principal de Tite. É muito provável que comece jogando com a ausência de Coutinho, mesmo sendo um jogador com características diferentes. Deve disputar vaga com Douglas Luiz ao longo do processo.

As presenças de Vinícius Junior e Paquetá, o retorno de Daniel Alves, como defendido neste texto, a justiça com Gabigol e a possível continuidade de Weverton como titular são outras notas positivas desta convocação.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL