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Rodolfo Rodrigues

REPORTAGEM

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10 anos após título da Libertadores, Corinthians sofre pra sair das oitavas

Lucas Piton, do Corinthians, tenta passar pela marcação do Boca Juniors durante partida das oitavas de final da Libertadores 2022 - Ettore Chiereguini/AGIF
Lucas Piton, do Corinthians, tenta passar pela marcação do Boca Juniors durante partida das oitavas de final da Libertadores 2022 Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF
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Rodolfo Rodrigues

Rodolfo Rodrigues é apaixonado por números e estatísticas no futebol. Foi repórter do Lance!, editor da Placar e do prêmio Bola de Prata ESPN e é autor de dez livros sobre futebol.

04/07/2022 14h54

O Corinthians comemora nesta segunda-feira, dia 4 de julho, 10 anos do seu primeiro e único título da Libertadores. A histórica conquista, de forma invicta, diante do Boca Juniors, no Pacaembu, teve o atacante Emerson Sheik como grande herói, sendo o autor dos dois gols da vitória por 2 x 0.

O time do técnico Tite, naquele ano, passou em primeiro no grupo que tinha Cruz Azul-MEX, Nacional-PAR e Deportivo Táchira-VEN na fase de grupos. Depois, eliminou o Emelec-EQU, nas oitavas; Vasco, nas quartas; Santos, de Neymar e então atual campeão, na semifinal; e o Boca Juniors, na decisão. Foram 14 jogos, 8 vitórias, 6 empates, nenhuma derrota, 22 gols feitos e apenas 4 gols sofridos.

O título, que acabou com o sofrimento do torcedor corintiano, o único então sem o troféu entre os grandes de São Paulo, foi um alívio e acabou sendo coroado depois com o título do Mundial de Clubes da Fifa, em cima do Chelsea-ING - aliás, o último de um time sul-americano na competição.

Desde o título invicto de 2012, porém, o Corinthians voltou a ser um mero figurante na Libertadores. Das 10 edições seguintes, o time participou de 6 delas e ainda não conseguiu avançar das oitavas de final. Em 2013, 2015, 2016 e 2018, parou nas oitavas. Já em 2020, foi eliminado na segunda fase preliminar. Agora, novamente contra o Boca Juniors, tem a difícil missão de chegar às quartas de final.

Em 2013, como campeão, e reforçado com Renato Augusto e Alexandre Pato, o Corinthians, de Tite, fez a 4ª melhor campanha da fase de grupos, mas caiu para o Boca Juniors, do veterano Riquelme, nas oitavas de final (0 x 1 fora e 1 x 1 em casa). Naquele ano, o alvinegro desperdiçou uma das grandes chances de brigar pelo título já que tinha um belo elenco e vinha como atual campeão.

Em 2015, o Corinthians voltou à Libertadores graças a campanha no Brasileirão, no time treinado por Mano Menezes. Na competição sul-americana, Tite voltou ao clube, que passou pelo Once Caldas-COL na fase preliminar e depois em primeiro no difícil grupo que tinha São Paulo, San Lorenzo-ARG e Danubio-URU. Nas oitavas de final, porém, tropeçou feio diante do modesto Guaraní-PAR, perdendo os dois jogos (0 x 2 fora e 0 x 1 em casa). Outra vez, com um forte elenco e já em Itaquera, o Corinthians decepcionou. Aquele era time para ir à semifinal, no mínimo - fase em que o time paraguaio chegou.

Em 2016, como campeão brasileiro, o Corinthians entrou na Libertadores sem muitos dos jogadores da campanha do título nacional de 2015, como Renato Augusto, Gil, Vágner Love, Jadson e Malcom. Ainda assim, com Tite no comando, o time voltou a desapontar, caindo para o Nacional-URU, em casa, nas oitavas, após empatar o jogo de ida fora por 0 x 0 - foi eliminado com o 2 x 2 em Itaquera.

Em 2018, novamente representando o Brasil como atual campeão, o Corinthians, de Fábio Carille, passou pela primeira fase no grupo que tinha Independiente-ARG, Millonarios-COL e Deportivo Lara-VEN, mas caiu nas oitavas para o Colo Colo-COL, do veterano Valdívia. Outra vez jogando muito mal nos mata-matas e caíndo em Itaquera.

Já em 2020, para piorar, foi eliminado novamente pelo fraco Guaraní-PAR, outra vez em Itaquera, e ainda na segunda fase preliminar. Agora, em 2022, passou em segundo no grupo, com dois tropeços diante do fraquíssimo Always Ready, da Bolívia. E vai com uma tarefa quase impossível de superar o Boca Juniors, na Bombonera, com um time repleto de desfalques.

Depois da sua libertação na competição, o Corinthians regrediu e voltou a ser o time sem força no torneio sul-americano. Diferentemente dos rivais, como Palmeiras, Grêmio, Flamengo e Atlético-MG, que conquistaram títulos e frequentemente chegam à final ou semifinal.

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