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Rodolfo Rodrigues

REPORTAGEM

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Corinthians precisa repetir feito de Santos de Pelé para superar o Boca

Jogadores de Corinthians e Boca Juniors discutem durante jogo da Libertadores na Bombonera - Agustin Marcarian/Reuters
Jogadores de Corinthians e Boca Juniors discutem durante jogo da Libertadores na Bombonera Imagem: Agustin Marcarian/Reuters
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Rodolfo Rodrigues

Rodolfo Rodrigues é apaixonado por números e estatísticas no futebol. Foi repórter do Lance!, editor da Placar e do prêmio Bola de Prata ESPN e é autor de dez livros sobre futebol.

Colunista do UOL

01/07/2022 04h00

Depois de empatar em 0 x 0 com o Boca Juniors, na Neo Química Arena, na última terça (28), o Corinthians vai para Buenos Aires para tentar sua classificação às quartas de final da Libertadores. Para isso, vai precisar do empate (por qualquer placar igual) e vitória nos pênaltis ou uma vitória simples.

Mas a tarefa não será das mais fáceis para o time paulista. Afinal, até hoje, o Boca Juniors só levou a pior em um confronto de mata-matas decidido em seu estádio, na Bombonera: a final de 1963, contra o Santos de Pelé, que venceu por 2 a 1 e ficou com o título. Em outros cinco duelos de mata-matas contra brasileiros decididos em seu estádio, o Boca levou a melhor: Flamengo (quartas de 1991), Vasco (quartas de 2001), São Caetano (quartas de 2004), Athletico-PR (oitavas de 2019) e Internacional (oitavas de 2020).

Na história da Libertadores, o Boca Juniors já decidiu 25 matas-matas na Bombonera. Levou a melhor em 18 deles, sendo cinco em cima de brasileiros, e se deu mal sete vezes. Além do Santos em 1963, já superaram o Boca o Olimpia-PAR (final de 1979 e oitavas de 1989); Chivas Guadalajara-MEX (quartas de 2005); Defensor-URU (oitavas de 1989); Independiente del Valle-EQU (semifinal de 2016); e River Plate-ARG (semifinal de 2019).

Desses 25 mata-matas que decidiu na Bombonera, o Boca chegou com vitória no primeiro jogo dez vezes e confirmou a classificação em seu estádio. Depois de empatar o jogo de ida fora de casa (cinco vezes), o Boca se classificou em quatro oportunidades e foi eliminado apenas uma vez, para o Defensor-URU, em 2009 — empatou por 2 x 2 no Uruguai e perdeu em casa por 1 x 0. Das outras seis vezes em que foi eliminado em casa, o Boca havia perdido o jogo de ida.

Já o Corinthians decidiu apenas três mata-matas em sua história na Libertadores fora de casa. Isso porque geralmente, por ter melhor campanha na fase grupo, o time definiu sua classificação como mandante (em outros 18 mata-matas). Como visitante, o Corinthians conseguiu apenas uma classificação, na fase preliminar de 2015, quando empatou com o Once Caldas-COL por 0 x 0, depois de ter vencido na ida por 4 x 0. Nos outros dois confrontos foi eliminado pelo Grêmio, nas quartas de 1996 (perdeu por 3 x 0 na ida e venceu por 1 x 0 na volta), e pelo Tolima-COL (empatou por 0 x 0 em casa e perdeu por 2 x 0 fora).

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