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Rafael Oliveira

Pesada reta final reforça sucesso da Nations League, mas espera joga contra

Jogadores da Bélgica comemoram gol contra a Dinamarca pela Liga das Nações - Dean Mouhtaropoulos/Getty Images)
Jogadores da Bélgica comemoram gol contra a Dinamarca pela Liga das Nações Imagem: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images)
Rafael Oliveira

Comentarista de futebol com passagens por Esporte Interativo e ESPN. Atualmente no Dazn. Sempre interessado em informações e análises do jogo em qualquer parte do planeta.

Colunista do Uol

19/11/2020 08h50

A Nations League é um sucesso desde que foi criada. A ideia de dividir as seleções europeias em divisões e transformar os amistosos em jogos competitivos mudou a dinâmica de muitas datas Fifa na Uefa.

O formato valoriza os duelos, promove embates entre times de níveis equivalentes e ainda tem conexão com as eliminatórias, como mostrou a última semana, com a definição das últimas vagas na Euro a partir da repescagem.

A edição 2020/21 terá semifinais muito promissoras e interessantes. Com Bélgica, França, Itália e Espanha, a reta final terá apelo e qualidade. Afinal, aí estão quatro das principais forças do momento.

O bom futebol ofensivo da Bélgica, a atual campeã mundial, uma renovada e embalada Itália e a animadora versão da Espanha, especialmente após a goleada sobre a Alemanha.

O único "porém" é a distância entre o retrato atual e a realização da hoje aguardada reta final. Até outubro de 2021 há um enorme universo de acontecimentos, quebrando o clima de expectativa do momento.

Afinal, o ano que vem será marcado pelo início das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2022 e também pela Eurocopa. Ou seja: o foco será outro, há muito para acontecer e é impossível prever qual será o estágio dos trabalhos quando a Liga das Nações voltar a ser assunto.

Dificilmente vai reproduzir o recorte atual. Pode ser que as quatro seleções cheguem até mais embaladas? Sim, até é possível, mas não é o "timing" ideal para concluir algo que já está em andamento, mesmo compreendendo os desafios do calendário em tempos de pandemia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.