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O brilho do veterano Ibra e a vitória do renovado Milan 100% no clássico

Ibrahimovic comemora gol do Milan contra a Inter de Milão - Daniele Mascolo/Reuters
Ibrahimovic comemora gol do Milan contra a Inter de Milão Imagem: Daniele Mascolo/Reuters
Rafael Oliveira

Comentarista de futebol com passagens por Esporte Interativo e ESPN. Atualmente no Dazn. Sempre interessado em informações e análises do jogo em qualquer parte do planeta.

Colunista do Uol

17/10/2020 17h59

O Milan largou com 100% de aproveitamento nas quatro primeiras rodadas do Campeonato Italiano 2020/21. A vitória no dérbi contra a Inter reforçou a sensação da redução da diferença e a confiança de que o time de Pioli é capaz de competir.

São 16 rodadas sem perder na Serie A, somando os resultados depois da parada da pandemia. Treze vitórias e três empates, com adversários relevantes pelo caminho.

O Milan de 2020 não é uma potência ou um favorito aos títulos que disputa. Sequer é real candidato. Qualquer análise sobre o bom momento precisa passar pela compreensão de que é um momento de reconstrução.

Após quase uma década de resultados ruins, a realidade ainda não é compatível com os melhores momentos do clube. Nem por isso a evolução deve ser ignorada ou menosprezada.

Pioli tem um elenco jovem nas mãos. Chegou a escalar sete jogadores sub-21 na vitória contra o Spezia, antes da data Fifa. Diante da forte Inter de Conte, teve o retorno do veterano Ibrahimovic. Uma estrela capaz de desequilibrar um enorme clássico com 39 anos de idade.

A Internazionale ainda busca um maior equilíbrio no início de temporada. Possui um elenco mais qualificado e profundo, mas ainda patina defensivamente ao tentar buscar novas opções ofensivas. Um símbolo é o papel que os zagueiros pelos lados possuem. Com bola, avançam, se projetam e constroem.

Sem a bola, sofreram com os espaços cedidos. Especialmente Kolarov, que era justamente o que mais avançava. O Milan foi mais equilibrado e conseguiu explorar os ataques rápidos mesmo não sendo o time mais veloz, com Ibra e Çalhanoglu.

Lukaku e Achraf Hakimi foram as principais e constantes ameaças da Inter, que chegou a criar chances para sair com um resultado melhor. Lautaro já não teve o mesmo sucesso nos duelos com Kjaer, que fez uma sólida partida.

O Milan é líder do campeonato, por mais que ainda não tenha atingido o status de candidato. Mas venceu um bom dérbi e passou a mensagem que queria: a de que é, sim, capaz de bater de frente com a rival. Já no lado da Inter, o desafio da temporada é quebrar a hegemonia da Juventus. E os oito gols sofridos em quatro rodadas talvez sejam mais alarmantes que os dois tropeços.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.