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PSG e Lyon fazem uma estranha final que envolve título, ritmo, teste e medo

Neymar comemora seu gol contra o Saint-Étienne na decisão da Copa da França - Jean Catuffe/Getty Images
Neymar comemora seu gol contra o Saint-Étienne na decisão da Copa da França Imagem: Jean Catuffe/Getty Images
Rafael Oliveira

Comentarista de futebol com passagens por Esporte Interativo e ESPN. Atualmente no Dazn. Sempre interessado em informações e análises do jogo em qualquer parte do planeta.

Colunista do Uol

31/07/2020 04h00

A decisão da Copa da Liga Francesa encerra a temporada no país nesta sexta-feira. Como o campeonato foi interrompido e finalizado no início da pandemia, 2019/20 ficou muito diferente no futebol da França.

Apenas as finais das copas nacionais foram mantidas. Até por isso, há muito em jogo, e não exatamente pela disputa do título (o menos relevante dos três torneios franceses).

Sim, o PSG pode ser campeão dos três pela quarta vez em seis anos. Mas todos sabem que a ambição é a Champions e o alerta está ligado. Mbappé saiu lesionado contra o Saint-Étienne e será desfalque contra a Atalanta.

E agora? Como encarar? O Lyon também tem um confronto aberto na Liga dos Campeões. Inclusive venceu o jogo de ida das oitavas, em fevereiro, contra a Juventus. É fundamental recuperar o ritmo, já que os franceses estão com o prejuízo da longa parada.

O teste é importante e necessário como parte do processo de preparação. Mas uma final não pode e nem será encarada apenas como um treino. O Lyon não conquista um título desde 2012. Como não valorizar? E como tirar da cabeça a possibilidade de novas lesões?

O PSG sabe bem o que é o fantasma dos desfalques em jogos decisivos de Champions. Perdeu Neymar nos últimos dois anos, não teve Cavani contra o Manchester United em 2019 e agora não terá Mbappé (lesionado) e Di María (suspenso) contra a Atalanta nas quartas. Será uma oportunidade para Thomas Tuchel trabalhar alternativas. Ou poupará alguém para evitar o trauma?

O Lyon tem o retorno de Memphis Depay, que sofreu grave lesão em dezembro. Outro destaque foi o impacto imediato gerado por Bruno Guimarães entre fevereiro e março. Memórias distantes de um time competitivo e que pode reunir qualidade na faixa central, com o brasileiro ao lado de Aouar e Caqueret.

Entre a necessidade de teste, a busca por ritmo, a preocupação com lesões e a disputa por taça, a final da Copa da Liga terá um clima diferente de observação e preparação para o maior objetivo que vem pela frente.