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Riqui Puig é a melhor notícia do Barcelona pós-parada

David Ramos/Getty Images
Imagem: David Ramos/Getty Images
Rafael Oliveira

Comentarista de futebol com passagens por Esporte Interativo e ESPN. Atualmente no Dazn. Sempre interessado em informações e análises do jogo em qualquer parte do planeta.

30/06/2020 19h24

O Barcelona voltou a tropeçar no Campeonato Espanhol. O nível recente não agrada e o Real Madrid (que também não convence) pode abrir quatro pontos de vantagem se vencer na quinta-feira.

A temporada do Barça teve uma mudança radical de estilo no comando, mas o efeito prático foi pequeno e decepcionante. Os problemas são parecidos. Um time que fica com a bola, mas pouco produz. Falta movimentação e faltam características mais complementares em diferentes setores.

Até por isso algumas opções saem do lugar-comum. Se falta profundidade ao ataque teoricamente ideal (com Griezmann, Suárez e Messi), quem oferece velocidade e drible pela ponta é o garoto Ansu Fati. Ou até mesmo Braithwaite, mais limitado tecnicamente, mas que já foi mais útil do que alguns poderiam imaginar.

É outro nome que aparece como destaque em um ambiente complicado. Riqui Puig é um meio-campista formado dentro da filosofia do clube. Entende um estilo de jogo que aparentemente dificulta o encaixe para alguns jogadores, como Arthur ou Frenkie De Jong, especialmente por ficarem mais distantes da participação na saída de bola.

Riqui Puig pode parecer mais frágil fisicamente, mas o próprio Barcelona é prova de que tamanho não é documento. Até porque não falta iniciativa, seja com ou sem a bola. Compreende a necessidade de se posicionar para receber em uma faixa mais avançada do campo, se apresenta no setor da bola, pressiona adversários, tem boa condução e agilidade para o drible...

É um talento que obviamente não garante nada sobre sucesso ou fracasso na carreira, mas indica potencial. Nas últimas semanas, tem sido a melhor opção para tornar um previsível meio mais dinâmico.

Contra o Atlético de Madrid, não foi o meio-campista pela esquerda. Jogou como o meia mais avançado do quarteto, e novamente deixou boa impressão (vale a menção para o ótimo jogo de Yannick Carrasco no lado "colchonero").

O Barcelona segue sendo o time de Messi e Ter Stegen, os dois principais responsáveis por muitas das vitórias ao longo da temporada. A disputa pelo título espanhol ainda está aberta, mas a atração das últimas rodadas tem sido o espaço conquistado, com méritos, pelo garoto de 20 anos e 1,69 de altura.

Rafael Oliveira