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Oito vezes Bayern! De que forma o novo título alemão foi diferente?

Jerome Boateng abraça Robert Lewandowski durante a partida entre Bayern de Munique e Werder Bremen - Stuart Franklin/Getty Images
Jerome Boateng abraça Robert Lewandowski durante a partida entre Bayern de Munique e Werder Bremen Imagem: Stuart Franklin/Getty Images
Rafael Oliveira

Comentarista de futebol com passagens por Esporte Interativo e ESPN. Atualmente no Dazn. Sempre interessado em informações e análises do jogo em qualquer parte do planeta.

16/06/2020 17h37

O Bayern é o campeão da Bundesliga 2019/20. "De novo?", alguns questionarão. Sim, é a oitava vez seguida. E embora a impressão possa ser de uma linha reta, vencendo quase por inércia, a atual temporada teve outros componentes.

Na realidade, são momentos bem diferentes ao longo dos oito anos. Tem a tríplice coroa do rolo compressor de Jupp Heynckes, passando pelo impacto cultural de Guardiola, o frustrante desempenho com Ancelotti na dura missão de suceder o espanhol, a volta de Heynckes como tampão por um curto período, a infeliz aposta em Niko Kovac...

Muita coisa aconteceu, inclusive com trocas consideráveis de estilos. Realmente é possível enxergar altos e baixos nos últimos anos, mas nunca deixando de conquistar o Campeonato Alemão.

Em 2019/20, a ameaça era real. Pelo menos até a queda de Kovac, quando o Bayern era quarto colocado, no início de novembro. A escolha por Hansi Flick, inicialmente como interino, era uma grande incógnita.

Mas a transformação começaria em dezembro. E o nível do time não só melhorou. Atingiu um patamar muito acima do esperado, em desempenho e aproveitamento.

Com a vitória sobre o Werder Bremen, o Bayern conquista o título com uma série de 18 jogos sem perder na Bundesliga, sendo incríveis 17 vitórias. O empate foi o 0x0 com o RB Leipzig.

Flick tem 26 vitórias em 29 jogos no comando, somando todas as competições. É o maior aproveitamento da história do clube, superando inclusive os números dos timaços de Heynckes e Guardiola.

Não é só pela mudança de treinador que o rendimento surpreende. Era também uma temporada de transformação, com as saídas de Ribéry, Robben, Rafinha e Hummels, nomes importantes ao longo da última década. O processo de reformulação já havia começado no ano anterior, mas a virada definitiva de página seria um desafio.

Alaba, Kimmich, Thomas Müller e Gnabry ganharam protagonismo, Lewandowski seguiu fazendo gols, Alphonso Davies deu um rápido salto de qualidade... Algumas das respostas para um título que vai além da sensação de mesmice que uma hegemonia costuma gerar.