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Rafael Oliveira

Volante no ataque é o novo teste de Simeone no Atlético de Madri

Atlético de Madri e Athletico Bilbao ficaram no empate neste domingo - UGS Vision/MB Media/Getty Images
Atlético de Madri e Athletico Bilbao ficaram no empate neste domingo Imagem: UGS Vision/MB Media/Getty Images
Rafael Oliveira

Comentarista de futebol com passagens por Esporte Interativo e ESPN. Atualmente no Dazn. Sempre interessado em informações e análises do jogo em qualquer parte do planeta.

14/06/2020 13h14

O Atlético de Madrid ficou no empate com o Athletic Bilbao na volta de La Liga. Embora Diego Costa tenha marcado o gol da equipe de Simeone, foi o companheiro de ataque quem chamou atenção.

Marcos Llorente. O meio-campista chegou do Real Madrid no início da temporada. Por lá, era o reserva de Casemiro e desempenhou muito bem a função nas oportunidades que recebeu.

No Atleti, é opção em um setor de bons nomes. Embora tenha perdido Rodri, o elenco ainda conta com Thomas Partey, Koke e Saúl como referências de qualquer formação.

Llorente foi o herói na classificação sobre o Liverpool, na Champions, antes da parada. E hoje foi a novidade de Simeone. No 4-4-2, atuou ao lado de Diego Costa, que não jogou bem, apesar do gol.

Não é inédito. No título espanhol de 2013/14, por exemplo, o técnico argentino potencializou demais Raúl García ao transformá-lo em atacante.

Também era um volante de chegada, mas encaixou perfeitamente na ideia do time.

Alguém com fôlego para pressionar no campo de ataque e com força física para ganhar os duelos aéreos, se transformando em um alvo para as saídas mais diretas desde a defesa ou em cruzamentos para a área. Fez gols importantes e virou um símbolo, ainda que como um 12º jogador.

Marcos Llorente é um pouco diferente. Embora seja um grande recuperador de bola, tem agilidade com a bola nos pés e se desenvolveu muito fisicamente, por mais que não seja um trombador.

Ainda não encaixa no perfil de alvo para bolas longas, mas pode virar uma alternativa para a função, aumentando a capacidade de pressionar os adversários sem a bola.

Pode ser estranho reduzir a questão a "volante jogando de atacante", mas a ideia é válida dentro de determinados contextos, como o próprio histórico de Simeone no Atlético mostra. É observar as próximas semanas para ver se foi algo pontual ou o início de um projeto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.