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Thomas Müller, o rei das assistências(?!)

Thomas Muller posa após renovar contrato com o Bayern de Munique até 2023 - Divulgação
Thomas Muller posa após renovar contrato com o Bayern de Munique até 2023 Imagem: Divulgação
Rafael Oliveira

Comentarista de futebol com passagens por Esporte Interativo e ESPN. Atualmente no Dazn. Sempre interessado em informações e análises do jogo em qualquer parte do planeta.

06/06/2020 12h59

Não é a associação mais imediata ao falar do jogador. Thomas Müller já jogou de diferentes formas. Surgiu como homem de velocidade pelo lado, fez gols importantes pela seleção da Alemanha já na Copa de 2010 e construiu uma bela carreira no Bayern.

Nos últimos anos, caiu de nível e perdeu seu espaço. Não necessariamente em utilização, e mais no sentido de qual função deveria exercer. Onde renderia melhor?

Foi ponta, foi 9, foi segundo atacante, foi 10... Participou de diferentes maneiras para diferentes treinadores. Ficou em segundo plano diante de Robben, Ribéry e Lewandowski.

Com Hansi Flick, Thomas Müller renasceu. Hoje, é um dos nomes mais importantes da engrenagem da equipe bávara. Faz tudo ao mesmo tempo. Arma, acelera, articula, cai pelos lados, participa por dentro...

E, acima de tudo, dá assistências. Com as duas diante do Bayer Leverkusen, igualou o recorde de Kevin De Bruyne, com 20 passes para gol em uma só temporada da Bundesliga (nas estatísticas da Opta - os registros variam dependendo da fonte).

É curioso, pois o alemão não é visto como uma referência de passador. Não é a imagem que tem, e não por acaso. Não tem o perfil do armador clássico, que "acha" passes improváveis. E nem precisa ser.

Suas assistências são, em grande parte, passes curtos ou cruzamentos. Lances que surgem como consequência da movimentação, leitura de espaços e da inteligência dentro de campo. Já não é o mais rápido, não é o melhor driblador e também não é o melhor passador, mas desequilibra produzindo gols.

O título está nas mãos do Bayern e o recorde isolado parece provável para Thomas Müller. Será um curioso capítulo da carreira dele, talvez incoerente com a imagem que transmite, mas compatível com o excelente nível que apresenta em 2020.

Rafael Oliveira