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Bayern superou interessante estratégia do Borussia para vencer o clássico

Joshua Kimmich comemora gol do Bayern de Munique contra Borussia Dortmund  - Alexandre Simoes/Borussia Dortmund via Getty Images
Joshua Kimmich comemora gol do Bayern de Munique contra Borussia Dortmund Imagem: Alexandre Simoes/Borussia Dortmund via Getty Images
Rafael Oliveira

Comentarista de futebol com passagens por Esporte Interativo e ESPN. Atualmente no Dazn. Sempre interessado em informações e análises do jogo em qualquer parte do planeta.

Colunista do Uol

26/05/2020 17h16

São sete pontos de vantagem e faltam apenas seis rodadas para o fim. É difícil imaginar que o título possa escapar do Bayern. Especialmente ao observar o crescimento da equipe com Hansi Flick.

O clássico era aguardado e entregou um bom nível para um campeonato que voltou há apenas dez dias. O golaço de Kimmich definiu o resultado e possivelmente a disputa pela taça.

Em campo, foi outro aspecto que chamou atenção. O Bayern não fez o jogo perfeito e o Borussia não jogou mal. Os detalhes fazem parte do equilíbrio em alto nível.

A abordagem do Dortmund foi interessante. Usar a posse de bola como uma ferramenta para atrair. Sendo um time que funciona melhor em velocidade, a estratégia foi somar passes perto da própria área e esperar a agressividade da marcação pressão do Bayern.

Assim, surgiriam os espaços para inverter o lado e acelerar. Não foi só na teoria. Talvez os melhores minutos de futebol do clássico tenham sido os iniciais, com boa execução do Borussia. Atrair e inverter para acelerar no espaço vazio. Achraf Hakimi poderia causar mais danos com as vantagens que foram geradas.

Mas não causou, também pelas boas recuperações defensivas de Alphonso Davies, que usou toda sua velocidade para limitar as arrancadas do ala e também de Haaland.

Aos poucos, o Bayern se adaptou e igualou a partida. Passou a reter melhor a bola e a dominar o território. Duas formas diferentes de usar a posse.

O Bayern povoou o ataque, ainda que não tenha sido o dia de maior produção ofensiva. O Borussia, por sua vez, usou a bola para recuar e atrair a marcação adversária, como um gatilho para tentar atacar de sua forma preferida. Também não chegou a produzir tanto, embora tenha tido chances.

Por mais que a posse de bola tenha se concentrado no mesmo setor do campo, ela teve significados e propostas diferentes dentro da partida. Em um bom duelo de estilos diferentes, o detalhe decidiu. E foi com um golaço de Kimmich, coroando a contundência de um favorito embalado.

Rafael Oliveira