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Como funcionam os alas artilheiros do Borussia Dortmund

Raphael Guerreiro, do Borussia Dortmund, comemora gol com Julian Brandt - Martin Meissner/Pool via Getty Images
Raphael Guerreiro, do Borussia Dortmund, comemora gol com Julian Brandt Imagem: Martin Meissner/Pool via Getty Images
Rafael Oliveira

Comentarista de futebol com passagens por Esporte Interativo e ESPN. Atualmente no Dazn. Sempre interessado em informações e análises do jogo em qualquer parte do planeta.

Colunista do Uol

23/05/2020 14h55

O Campeonato Alemão voltou e, em duas partidas, o Borussia Dortmund marcou seis gols. A capacidade ofensiva não chega a ser uma novidade.

O que chama atenção é a distribuição dos gols. Dos seis, quatro foram marcados pelos alas. Três de Raphael Guerreiro e um de Achraf Hakimi. Não é um evento isolado.

Na Bundesliga 2019/20, os dois somam 12 gols e 12 assistências. Ou seja: a participação efetiva nos gols é constante. Há um padrão e há um perfil.

A aceleração é a marca do sistema ofensivo. Quando ela aparece, as chances tendem a surgir. Se Julian Brandt busca o setor da bola para ser o organizador, Thorgan Hazard se movimenta para abrir espaços.

E é a conexão entre meias e alas que produz a aceleração. Com a coordenação dos movimentos, os corredores são usados para gerar aproximações e triangulações. Enquanto um ala coloca velocidade por um lado, o outro tem liberdade para se projetar em uma zona de definição dos lances.

Não é raro ver Brandt acionando os alas com passes na frente. Também não é incomum ver Hazard caindo pela ponta e invertendo com o ala.

Assim, o quarteto de "meias" ofensivos gera situações de gols. A composição pode mudar de acordo com a característica de quem entra em campo. Jadon Sancho, por exemplo, já tende a conduzir a bola em velocidade, com o drible e a mudança de direção.

Raphael Guerreiro já jogou em diferentes posições e funções desde que chegou ao clube. Nunca fez mais gols do que na atual temporada. Achraf Hakimi foi emprestado pelo Real Madrid e, em um contexto bastante específico, desequilibra com seu recorde de assistências.

Nem sempre o jogo permite campo para tal velocidade. A própria atuação do Borussia contra o Wolfsburg não foi das melhores. A produção foi inferior e o time rende melhor quando o ritmo é mais alto. Ainda assim, o primeiro gol ilustra a aproximação por um lado para definir do outro. E o segundo reforça a ameaça nos contra-ataques.

Rafael Oliveira