Siga nas redes
Só para assinantesAssine UOL
OpiniãoEsporte

Euro terá recorde de jogadores nascidos em países diferentes de onde jogam

Dos 624 jogadores inscritos na Eurocopa, 83 são nascidos em países diferentes das seleções que defemdem. O recorde representa 13,5% dos atletas. Há três anos, na Euro itinerante concluída em Wembley com Itália x Inglaterra, eram 65 os estrangeiros, ou 10%.

O recorde faz desta Eurocopa o torneio da tolerância, num tempo de intolerância, com crescimento do partido "Chega" em Portugal, contra a imigração, e crescimento da ultra direita no Parlamento Europeu.

Também logo depois de uma pesquisa indicar que 21% dos alemães preferiam mais jogadores brancos em sua seleção nacional: "Isto , é completamente racista", reagiu o lateral Kimmich, com justa indignação.

Do ponto de vista esportivo, não é o melhor cenário, por permitir contratações de jogadores por seleções, como aconteceu com o Qatar, em 2022.

Mas, em tempos de intolerância, é boa resposta.

A Albânia terá o recorde de jogadores nascidos em outros lugares. Dezenove de seus 26 inscritos são estrangeiros. Haverá três brasileiros na competição, o volante Jorginho, da Itália, o zagueiro Pepe e o volante Matheus Nunes, de Portugal. Três dos últimos quatro campeões da Euro tinham jogadores brasileiros. A Espanha, de Marcos Senna, em 2008, Portugal, com Pepe em 2016, a Itália, de Jorginho e Émerson Palmieri, na edição 2020, disputada em 2021..

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Deixe seu comentário

Só para assinantes