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Luxa dobra aposta no super-ataque e vence. Mas vai funcionar sempre?

Arnaldo Ribeiro e Eduardo Tironi

Dar continuidade, atualizar e incrementar o "Posse de Bola" com informações quentes e análises ao longo da semana -- com a chancela da dupla que criou o Podcast, trabalhou junta desde os primórdios no Notícias Populares, passando pela ESPN, e hoje tem um canal no Youtube.

11/03/2020 01h05

O primeiro gol em uma bobeada da defesa do Guarani abriu o caminho para a vitória do Palmeiras no Allianz e os 3 a 1 no placar podem dar a impressão de que o jogo foi fácil o tempo todo. Não foi. Na primeira etapa, o super-ataque do Verdão com quatro homens (Dudu, Willian Bigode, Luiz Adriano e Rony) travou diante da marcação forte dos paraguaios e também por causa de sua própria desorganização.

Dudu, o homem que deve flutuar livre atrás dos atacantes, insistiu em cair pelos lados, deixando o meio despovoado.

Mas depois de abrir o placar no começo do segundo tempo, resultado de uma bobeada juvenil dos paraguaios, o Palmeiras passou a ter mais espaços e aí tudo começou a funcionar. Troca de passes, muita movimentação e pelo menos uma substituição que deixou o time mais seguro e mais agressivo: a saída de Ramires para a entrada de Patrick de Paula.

As boas notícias para o Palmeiras. 1) dois jogos, duas vitórias e classificação próxima. 2) Patrick de Paula, que hoje joga mais do que Ramires e está pedindo passagem. 3) Luiz Adriano, ótimo atacante, que será muito importante (basta lembrar que até outro dia o comandante do ataque era Deyverson.

O que preocupa: a inoperância do super-ataque quando bem marcado (como foi no primeiro tempo) e os espaços que se abrem para o adversário trabalhar. Até o Guarani levou perigo em alguns momentos. Mas Luxa segue apostando.

(Por Eduardo Tironi)

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