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Em outro patamar, Fla se salva mesmo jogando mal

Arnaldo Ribeiro e Eduardo Tironi

Dar continuidade, atualizar e incrementar o "Posse de Bola" com informações quentes e análises ao longo da semana -- com a chancela da dupla que criou o Podcast, trabalhou junta desde os primórdios no Notícias Populares, passando pela ESPN, e hoje tem um canal no Youtube.

20/02/2020 01h06

O Flamengo está em outro patamar. E este local que o time estacionou desde o ano passado permite que ele jogue abaixo do seu nível e mesmo assim saia de campo com um resultado melhor do que o desempenho.

Foi o que aconteceu na noite desta quarta-feira em Quito, na partida de ida da final da Recopa Sul-Americana, contra o bom Independiente del Valle.

Sem Gabigol, Jorge Jesus escalou Diego no meio-de-campo, adiantou Arrascaeta e fez Bruno Henrique trabalhar pelo centro do ataque muitas vezes. Pedro, contratado para ser o reserva imediato de Gabriel, seguiu no banco.

O Fla teve uma intensidade mais baixa do que o seu normal, possivelmente reflexo da altitude de quase 3 mil metros. Terminou o primeiro tempo perdendo por 1 a 0.

No segundo tempo Jorge Jesus tirou Diego, colocou Vitinho e recuou Arrascaeta. Sua ideia inicial não funcionou. E era pior em campo quando Bruno Henrique empatou a partida, mas saiu de campo machucado e foi direto ao hospital. Pedro entrou em seu lugar e foi dele o segundo gol, o da virada rubro-negra. Quem está em outro patamar perde o seu jogador mais perigoso e seu substituto marca. Quem está em outro patamar tem lastro para pecar na escalação sem pôr tudo a perder.

O bom Independiente del Valle empatou a partida no final, teve chances de virar o placar, mas não conseguiu. O 2 a 2 ficou ótimo para o Fla, que esteve abaixo do seu normal, mas volta para o Brasil com boa chance de levar o título (mais um) no Maracanã.

Outro patamar que fala, né?

Por Eduardo Tironi

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