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Com ritmo parecido, Verstappen mostra qual é sua vantagem em cima de Norris

Foi mais um break point que Max Verstappen e a Red Bull conseguem salvar em mais uma corrida da qual Lando Norris e a McLaren vão sair pensando o que poderiam ter feito melhor para converter um ritmo forte em vitória, desta vez no GP da Espanha.

O ritmo dos dois estava igualado. Em alguns momentos, o inglês foi mais forte, e isso em uma pista na qual o próprio Verstappen disse que esperava mais de seu carro. Mas para vencer na F1, especialmente contra um conjunto carro-piloto que vem funcionando em alto nível por tanto tempo, Norris e a McLaren estão percebendo que é preciso mais do que ritmo.

Na Espanha, o inglês não fez uma boa largada, a equipe não fez uma boa parada, e Verstappen venceu com 2s2 de vantagem. E as reações de Norris por toda a prova mostram a sua mentalidade: Lando mostrou algumas vezes durante a prova que não quer mais saber de comemorar pódios.

"Não é que eu poderia ter vencido, eu deveria ter vencido. O ritmo foi bom, eu que não larguei bem", lamentou Norris. "Estamos bem, eu que preciso refinar algumas coisas."

Lewis Hamilton foi terceiro, subindo ao pódio pela primeira vez desde o GP da Cidade do México de 2023.

Verstappen foi decisivo nas primeiras voltas

Na largada, ele focou demais em Max Verstappen na largada, inclusive fazendo-o colocar duas rodas na grama, e ser ultrapassado por fora por George Russell na primeira curva.

O inglês fez uma excelente largada e pulou de quarto para primeiro, mas logo ficou claro que a Mercedes não tinha um ritmo tão forte na corrida. Verstappen o ultrapassou no começo da terceira volta, e começou a abrir, enquanto Norris se mantinha perto do compatriota, mostrando que tinha um ritmo forte. "Foi um momento fundamental para a vitória", reconheceu Verstappen.

Russell foi o primeiro entre os ponteiros a parar, teve um pit stop lento, mas Norris preferiu não aproveitar e seguiu na pista. "Se pararmos agora, voltamos na frente dele", disse seu engenheiro, perguntando em seguida o que ele achava. "Temos que ir pegar o Max", respondeu Norris.

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A ideia era esperar o máximo para trocar os pneus e apostar em recuperar o tempo perdido mais adiante na prova, quando ele teria pneus mais novos. Norris parou seis voltas depois de Verstappen, retornou à pista em quinto, 10s atrás.

Norris foi abrindo caminho no pelotão ao mesmo tempo em que diminuía a diferença para Verstappen, que reclamava da inconsistência de seus pneus. Passou Sainz, Hamilton e Russell, no melhor duelo da prova, e mesmo assim se viu a 9s de Verstappen quando chegou à segunda colocação.

Isso foi na volta 35 de um total de 66, e nove voltas depois, quando Verstappen parou, a diferença já estava em 5s. Mais uma vez, Norris mostra qual a sua mentalidade no momento: nada de defender posição no pódio, a aposta tem que ser para vencer. A equipe pergunta se é melhor parar logo e evitar perder a posição para Hamilton novamente. O inglês tinha acabado de parar para colocar pneus macios e estava voando. "Não, eu o passo".

Verstappen controlou o ritmo nas voltas finais para vencer

Mas logo ficou claro que o ritmo de Verstappen, que também tinha colocado os macios, era bem forte, e seria melhor não arriscar perder mais posições. Três voltas depois de Verstappen, Norris parou pela última vez.

Com o pneu macio, contudo, Verstappen controlou melhor o seu ritmo, e não permitiu que Norris diminuísse a diferença de maneira significativa. E Verstappen venceu pela sétima vez em dez provas.

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A Mercedes fez estratégias diferentes para seus pilotos na segunda parte da corrida, colocando Russell no pneu duro e Hamilton no pneu macio. O heptacampeão, que tinha sido superado pelo companheiro na largada, ultrapassou o companheiro por fora na primeira curva e garantiu o que foi seu primeiro pódio no ano.

O resultado é um sinal de alerta para a Ferrari, que não conseguiu gerar tanta pressão aerodinâmica quanto os rivais nas curvas de alta velocidade de Barcelona, mesmo trazendo um novo assoalho para esta prova. Fazendo uma estratégia bem parecida com a de Norris, Charles Leclerc foi o quinto e Sainz, com uma tática parecida à de Russell, foi o sexto.

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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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