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REPORTAGEM

GP da Grã-Bretanha: datas, horários e tudo sobre a 10ª etapa da F1 em 2022

Valtteri Bottas e Lewis Hamilton, da Mercedes, lideram pelotão após largada do GP da Inglaterra de 2019 Imagem: Lat Images
Julianne Cerasoli

Colunista do UOL

30/06/2022 04h00

O GP da Grã-Bretanha foi aquele que mudou a cara do campeonato do ano passado, criando um clima bélico na rivalidade entre Max Verstappen e Lewis Hamilton que não arrefeceu até o final da temporada. E a categoria chega de novo com os ânimos aflorados a Silverstone para a décima etapa de 2022.

No campeonato em si, Verstappen já chega a Silverstone sabendo que sai como líder, independentemente do resultado, uma vez que tem 46 pontos de vantagem em relação ao segundo, Sergio Perez. Mas a tensão está nos bastidores. Na sexta-feira, os chefes de equipe terão uma reunião para tentar chegar a um acordo sobre como controlar os saltos dos carros. E certamente Verstappen será questionado sobre as declarações racistas de seu sogro, Nelson Piquet, direcionadas a Hamilton e condenadas pela F1 e pela FIA no começo da semana.

Na Ferrari, que liderava ambos os campeonatos até perder seis corridas em sequência, a prova britânica será uma ótima oportunidade de dar a volta por cima, uma vez que a pista deve casar bem com o carro italiano que, ainda por cima, terá novidades. Mas o fantasma das quebras que apareceram nas últimas provas ronda o time de Maranello, que tem Charles Leclerc em terceiro no campeonato, 49 pontos atrás de Verstappen.

Acidente entre Hamilton e Verstappen mudou a cara do campeonato do ano passado e aconteceu em Silverstone Imagem: Reprodução/F1

Como acompanhar o GP da Grã-Bretanha:

Sexta-feira, 1º de julho
Treino livre 1, das 9h30 às 10h: BandSports
Treino livre 2, das 12h às 13h: BandSports

Sábado, 2 de julho
Treino livre 3, das 8h às 9h: BandSports
Classificação, das 11h às 12h: TV Bandeirantes

Domingo, 3 de julho
Corrida, a partir das 11h: TV Bandeirantes e BandNewsFM (transmissão começa às 10h30).

Circuito de Silverstone

Distância: 5.891km
Número de voltas: 52
DRS - 2 zonas
Zona 1: após a curva 5 (Aintree)
Zona 2: após a curva 14 (Chapel)
Pneus disponíveis: C1 (duros), C2 (médios) e C3 (macios)
Recorde em corrida: 1min27s097 (Max Verstappen, Red Bull, 2020)

Resultado de 2021

Pole position: Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - 1min26s134

Pódio:
1º Lewis Hamilton - ING/Mercedes - 1h58min23s284
2º Charles Leclerc - MON/Ferrari - +3s871
3º Valtteri Bottas - FIN/Mercedes - +11s125

Características da pista de Silverstone

Silverstone representa um teste para os pneus devido a suas curvas de alta velocidade. A curva 12, chamada Becketts, é aquela em que os pilotos mais sentem as forças laterais: eles são "jogados" de um lado a outro do cockpit com uma força de até 5 vezes a força da gravidade. Até por isso, a Pirelli está levando os três compostos mais duros de sua gama para a etapa, assim como na Espanha.

Como a pista de Silverstone é aquela em que os pilotos menos acionam os freios (só cerca de 8% da volta), isso faz com que os motores mais eficientes levem vantagem. Isso porque é difícil recuperar toda a energia das unidades de potência híbridas com tão poucas zonas de frenagem. Isso também pode fazer com que diferentes motores tenham táticas diferentes para recarregar e usar a energia. Isso foi importante na disputa entre Hamilton e Verstappen ano passado e pode se repetir agora com Red Bull e Ferrari.

A pista de Silverstone tem uma característica interessante: embora tenha o pitlane mais longo da temporada, com 437.1m, o que faz com que as paradas para troca de pneu demorem 29s, muito mais do que na maioria das pistas, que ficam entre 20 e 22s, esse não é o tempo de perda nos boxes. Como os pilotos não contornam as duas últimas curvas para entrar nos boxes e elas são lentas, a perda real é de cerca de 21s.

Curiosidades sobre o GP da Grã-Bretanha

Giuseppe Farina ao volante da Alfa Romeo no GP da Inglaterra de 1951 Imagem: Reprodução

Silverstone tem grande importância para a história da F1: foi lá que a categoria realizou sua primeira corrida da história, há 70 anos. O evento foi tão grandioso na época que contou, inclusive, com a presença da Rainha Elizabeth II que, curiosamente, nunca voltou a marcar presença em eventos da categoria. A corrida foi vencida pelo italiano Giuseppe Farina, com a também italiana Alfa Romeo.

Os nomes das retas Wellington e Hangar ajudam a contar a história da pista de Silverstone, que antes era uma base aérea da RAF (Força Aérea Real), usada na Segunda Guerra para treinar pilotos para defender o país dos bombardeios alemães justamente com os aviões Wellington. A área só viraria uma pista depois da guerra, em 1948. Mas a primeira corrida foi realizada de maneira não oficial por alguns entusiastas locais de automobilismo, no ano anterior. Na época, as pistas estavam abandonadas pela RAF.

A sequência de curvas mais famosa de Silverstone - e uma das mais famosas de todo o calendário da F1 - é das curvas Maggots, Becketts e Chapel. Na primeira delas, os carros chegam perto de 300km/h, e a rápida mudança de direção de um lado a outro é um grande teste para os carros. Mas de onde vêm estes nomes? As ruínas da capela de Beckett ficam bem próximas do circuito e explicam os nomes de três das curvas, e há um campo chamado Maggots Mood, também nas redondezas.

Os pilotos britânicos costumam se dar bem correndo em casa: dos quatro maiores vencedores da história, três são pilotos locais: Lewis Hamilton já é recordista, com sete vitórias. O escocês Jim Clark conseguiu cinco, e o inglês Nigel Mansell venceu quatro vezes. Hamilton, aliás, é a única pessoa que dá nome a algum trecho da pista de Silverstone: em 2020, a reta principal, onde ficam os boxes, passou a ser chamada de reta Hamilton.

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