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Mercado de pilotos da F1 entra em mês importante esperando por reviravoltas

O talentoso Oscar Piastri é bastante cotado para uma vaga na Williams ano que vem - Divulgação/Alpine
O talentoso Oscar Piastri é bastante cotado para uma vaga na Williams ano que vem Imagem: Divulgação/Alpine
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

28/06/2022 04h00

O mês de julho costuma ser o prazo para equipes e pilotos exercerem suas opções para ficarem onde estão ou abrirem a possibilidade de mudar de equipe para a próxima temporada. A AlphaTauri confirmou que Pierre Gasly ficará com o time por mais um ano e mais anúncios são esperados nas próximas semanas. A Alpine deve continuar com Fernando Alonso e conseguir uma vaga para sua jovem estrela, Oscar Piastri.

Ou seja, em teoria, restam quase metade das vagas para a temporada 2023, mas não são esperados grandes movimentos. A Alpine era a equipe que estava sob mais pressão porque, de um lado, tinha um Alonso andando bem e querendo ficar no time, mas de outro sabia que, se não conseguisse uma vaga de titular para Piastri, perderia o australiano, que chega com as credenciais de ter sido campeão da F3 e F2, como George Russell e Charles Leclerc.

O destino do piloto de 21 anos deve ser a Williams, no lugar de Nicholas Latifi e ao lado de Alex Albon, o que também é uma boa notícia para Alonso que, desta forma, garantiria sua renovação.

Albon não tem contrato no momento, mas deve ser renovado, haja vista que a Williams está contente com seu trabalho e que não há vagas nas equipes da Red Bull, que o emprestou para o time inglês da mesma forma que a Alpine faria com Piastri.

A Red Bull já tem seus dois pilotos confirmados para o time principal e o chefe da Alpha Tauri, Franz Tost, deixou claro que a intenção do time é renovar também com Yuki Tsunoda, que vem mostrando boa evolução em relação a sua primeira temporada, quando chegou bastante cru, tendo feito apenas duas temporadas no automobilismo europeu.

Na Alfa Romeo, o estreante Guanyu Zhou também vem agradando, embora a situação financeira mais frágil da equipe impeça cravar a continuidade do chinês, mesmo que ele traga seus patrocinadores. Já na Aston Martin, a extensão do contrato de Lance Stroll nunca é divulgada, mas ele fica contando que seu pai ainda seja o dono do time.

Duas potenciais vagas são as dos dois alemães do grid: Sebastian Vettel disse que ainda não decidiu se quer continuar na Fórmula 1. Ele reconhece que por vezes vê como hipocrisia sua luta pelo meio ambiente ao mesmo tempo que viaja tanto para disputar o campeonato.

Outra dúvida é Mick Schumacher. Se tivesse autonomia para decidir, a Haas não ficaria com o alemão, mas o passe dele é da Ferrari e cabe à Scuderia tomar a difícil decisão de ficar ou não com o filho do maior vencedor de sua história.

drugovich - Divulgação - Divulgação
Felipe Drugovich com os dois troféus que conquistou em Barcelona, na F2 em 2022
Imagem: Divulgação

Quem está de olho nestas possíveis movimentações é o brasileiro Felipe Drugovich, líder do campeonato da F2 com 49 pontos de vantagem para o segundo colocado. No entanto, ele é considerado um azarão no mercado por não ter associação com um programa de jovens pilotos, por opção própria. Uma possibilidade plausível para ele seria tomar o mesmo caminho de Piastri e buscar uma vaga como reserva em 2023 com a condição de que seria titular no ano seguinte.

Alguns movimentos que poderiam mudar várias peças seriam a aposentadoria prematura de Lewis Hamilton, que tem contrato até o final do ano que vem. E Daniel Ricciardo, que está na mesma situação. Mas ambos indicaram a intenção de cumprirem seus acordos com Mercedes e McLaren, respectivamente, até o final.

O ano que promete mais movimentação é 2024, uma vez que há vários contratos expirando ao final daquela temporada: pelo menos Sergio Perez, os dois pilotos da Ferrari, Lando Norris, Esteban Ocon ficarão sem contrato daqui a dois anos e também é possível que outros acordos acabem ao mesmo tempo, já que George Russell, Valtteri Bottas e Kevin Magnussen firmaram seus atuais contratos sem divulgar exatamente sua extensão.

Quem está confirmado para a temporada 2023 até agora:

Red Bull: Max Verstappen e Sergio Perez
Ferrari: Charles Leclerc e Carlos Sainz
Mercedes: Lewis Hamilton e George Russell
McLaren: Lando Norris e Daniel Ricciardo
Alpine: Esteban Ocon
AlphaTauri: Pierre Gasly
Aston Martin: sem confirmação
Williams: sem confirmação
Alfa Romeo: Valtteri Bottas
Haas: Kevin Magnussen