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REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

GP da França: datas, horários e tudo sobre a 7ª etapa do campeonato de F1

Lewis Hamilton em ação no GP da França - Jean-Paul Pelissier/Reuters
Lewis Hamilton em ação no GP da França Imagem: Jean-Paul Pelissier/Reuters
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

17/06/2021 04h00

Depois de ficar fora do calendário de 2020 por causa da pandemia do novo coronavírus, o GP da França está de volta neste final de semana com a presença de 15 mil torcedores e em meio a uma intensa disputa entre o líder do campeonato, Max Verstappen, e o heptacampeão Lewis Hamilton, que está a quatro pontos do piloto da Red Bull.

Nos dois últimos anos, desde que Paul Ricard voltou ao calendário da Fórmula 1, Hamilton dominou as corridas na França, mas hoje a Red Bull está desafiando a Mercedes de maneira mais forte do que em temporadas anteriores.

Além disso, em Paul Ricard, começa a valer o teste mais rigoroso para as asas traseiras, mas a tática adotada pela Red Bull em Baku leva a crer que o time não sairá tão prejudicado com a medida como se esperava.

Mas não é só a briga da ponta que desperta interesse: depois de a Ferrari andar até mais forte do que eles mesmos esperavam em Baku, passando a McLaren na luta pelo terceiro lugar, o time inglês acredita que pode retomar o posto, enquanto a Aston Martin quer comprovar se a melhora observada nas últimas duas provas, disputadas em pistas de rua, podem ser traduzidas para um circuito "de verdade".

Como acompanhar o GP da França:

Sexta-feira, 18 de junho

Treino livre 1, das 6h30 às 7h30: BandSports

Treino livre 2, das 10h às 11h: BandSports

Sábado, 19 de junho

Treino livre 3, das 7h às 8h: BandSports

Classificação, das 10h às 11h: Band (SP e outras praças): BandSports

Domingo, 20 de junho

Corrida, a partir das 9h30 (largada às 10h): Band e BandNewsFM

paul ricard - Dan Istitene/Getty Images - Dan Istitene/Getty Images
Lando Norris, da McLaren, durante o GP da França
Imagem: Dan Istitene/Getty Images

Circuito de Paul Ricard

Distância: 5.842m

Número de voltas: 53

DRS - 2 zonas

Detecção zona 1: 75m antes da curva 7

Ativação zona 1: reta oposta

Detecção zona 2: antes da curva 14

Ativação zona 2: reta principal

Pneus disponíveis: C2 (duros), C3 (médios) e C4 (macios)

Recorde em corrida: 1min32s740 (Sebastian Vettel, Ferrari, 2019)

Resultado em 2019

Pole position: Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - 1min28s319

Pódio:

1º Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 1h24min31s198

2º Valter Bottas (FIN/Mercedes) +18s056

3º Charles Leclerc (MON/Ferrari) +18s985

Características do Circuito de Paul Ricard

Depois de os muros serem o grande desafio nas duas últimas provas, o retorno a um circuito tradicional também significa que vamos ver muitas voltas deletadas devido aos limites de pista. Principalmente em Paul Ricard, pista conhecida por não punir carros que escapam do traçado, uma vez que as áreas de escape são asfaltadas. Isso também quer dizer que as punições por limites de pista devem marcar o fim de semana.

A pista tem curvas de alta, média e um terceiro setor um pouco mais travado, mas não como nas duas últimas provas. Então não há tanta pressão em cima da aderência mecânica e da tração dos carros, e sim do seu comportamento com mudanças constantes de direção

A curva predileta dos pilotos costuma ser a 10, no final da reta oposta, chamada Signes (uma das cidades da região). Trata-se de uma curva de alta feita com o pé embaixo em carros atuais da F1.

O último setor tem curvas mais técnicas, como a Beausset, bastante longa. São curvas que permitem que os pilotos explorem linhas diferentes, principalmente testando os limites do carro nos treinos livres, já que as áreas de escape são generosas.

Curiosidades sobre o GP da França

A França é um país fundamental na história do automobilismo e uma das provas disso é que, até hoje, utiliza-se o termo francês Grand Prix para se referir às corridas, que começaram a ser disputadas no país europeu no final do século XIX. Aliás, na F1, o GP da França esteve presente em todos os anos (à exceção de 1955) do início do campeonato da F1 até 2008, voltando apenas em 2018

Como a prova ficou tanto tempo fora do calendário, apenas três pilotos do atual grid sabem o que é vencer na França: Fernando Alonso ganhou em 2006 e Kimi Raikkonen, em 2008 (ambos em Magny Cours) e Lewis Hamilton foi o vencedor em 2018 e 2019.

Foi no GP da França de 1954 que a Mercedes venceu pela primeira vez na Fórmula 1, e logo em sua estreia na categoria. Eles ganhariam, com Juan Manuel Fangio, quatro das seis provas que disputariam naquela temporada, com o lendário carro W196, na temporada que marcou o bicampeonato do argentino. Mas também seria na França que os alemães viveriam seu pior capítulo no automobilismo: um acidente em Le Mans, em 1955, em que várias partes da Mercedes de Pierre Levegh, que foi arremessada ao ar após um toque, caíram em cima de espectadores, matando 83 e deixando quase 180 feridos. O episódio fez com que a Mercedes ficasse por anos sem competir.