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Pole Position

Pilotos esperam prova frustrante em pista "incrível", mas estreita em Imola

Circuito de Emilia Romagna (Imola) de F1 - Reprodução/@F1
Circuito de Emilia Romagna (Imola) de F1 Imagem: Reprodução/@F1
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

31/10/2020 15h26

"Espero estar errado, mas a corrida deve ser monótona" foi a frase mais repetida após a classificação para o GP da Emilia Romagna, na volta da Fórmula 1 ao circuito de Imola depois de 14 anos. Embora o traçado agrade muito aos pilotos, a pouca largura, a falta de freadas fortes e o asfalto que gera bastante aderência para os pneus são uma combinação que promete uma corrida complicada para quem busca se recuperar no GP que começa às 9h10 da manhã deste domingo.

Melhor para o pole position Valtteri Bottas, que larga na frente apenas pela quarta vez no ano em 13 corridas, e também para a grande sensação da classificação, Pierre Gasly, quarto no grid com a AlphaTauri.

De onde vem a preocupação com as ultrapassagens?

Quando Imola saiu do calendário, em 2006, já tinha ficado famosa por ser uma pista com pouco espaço para ultrapassagens, e as corridas geralmente formavam o que ficou famoso como o "trem de Imola". A grande mudança que foi feita de lá para cá, com o aumento da reta principal, que será o único ponto de abertura da asa traseira móvel, é a esperança de Lewis Hamilton para dar mais movimento para a prova.

"Eu tenho certeza de que vamos ver uma corrida chata. Dá para ultrapassar nessa reta longa, mas ela é bem estreita. Depois da curva um, não tem mais zona de ultrapassagem. Vai ser um desafio seguir outro carro de perto, mas talvez o DRS ajude. Para nós, é difícil, porque temos o ritmo muito parecido um com o outro", disse Lewis Hamilton, segundo no grid, ao lado de Bottas e do terceiro, Max Verstappen. "E você precisa ter uns dois segundos de vantagem para ter chance. É uma pena porque a pista é incrível em uma volta lançada."

A opinião é a mesma de Daniel Ricciardo, que estava contente com a volta que lhe deu o quinto lugar no grid, atrás de Gasly, que "provavelmente tem um carro mais rápido aqui" que a Renault. "Por ser um circuito rápido, sem freadas fortes, e estreito, é difícil seguir outro carro de perto. Então ficaria surpreso se tivermos uma corrida movimentada com o em Portimão", disse o australiano.

Asfalto é 'bom demais'

Outro ponto destacado pelos pilotos é o fato de o asfalto de Imola ser antigo (a pista foi recapeada da última vez justamente quando a F1 correu por lá em 2006) e bastante aderente, algo completamente diferente do cenário de Portimão, que tinha reasfaltado a pista um mês antes da prova. "A aderência é muito melhor e o equilíbrio do carro também está bem melhor do que na semana passada, e isso acaba fazendo com a corrida vire uma luta de pneus e de estratégia, mais do que uma luta na pista, mas espero estar errado", disse Esteban Ocon, da Renault, ao UOL Esporte.

Safety Car pode movimentar

Mas mesmo em termos de estratégia, a Pirelli não aposta em muitas diferenças, a não ser que o Safety Car apareça em um momento ruim para as equipes. O carro de segurança tem sido muito usado neste ano, especialmente porque as pistas que foram adicionadas ao calendário por conta da pandemia têm mais áreas de escape com brita, como é o caso de Imola. Então as equipes já planejam sua estratégia com isso em mente.

"Esperamos uma prova com uma parada, largando com o pneu médio ou com o pneu macio. A diferença é que, largando com o médio, é possível ter uma flexibilidade melhor em relação ao momento da parada, pensando em termos um Safety Car", apontou Mario Isola, diretor esportivo da fornecedora de pneus. As Mercedes e Verstappen, ou seja, os três primeiros, vão largar com os médios, estratégia que a Ferrari tentou com Charles Leclerc e não conseguiu na classificação. Quem larga a partir da 11ª posição pode escolher o composto com o qual vai largar, e as escolhas devem ser diferentes entre si.

Mas também vale lembrar que as outras duas corridas na Itália - vitória de Gasly em Monza e uma prova com duas bandeiras vermelhas em Mugello - foram cheias de surpresas. Vai ver é por isso os pilotos esperam estar errados sobre Imola.