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Mercado de pilotos da F1 está à espera de futuro de Alex Albon da Red Bull

Alexander Albon - REUTERS/Albert Gea
Alexander Albon Imagem: REUTERS/Albert Gea
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

27/10/2020 06h25

O agitado mercado de pilotos da Fórmula 1 teve alguns movimentos inesperados na última semana, jogando incertezas a respeito do futuro de uma das estrelas da nova geração, George Russell. Ele tem contrato para o ano que vem com a equipe Williams e também tem contrato com a Mercedes, que gere sua carreira. Mas sabe que há pilotos mais experientes pleiteando por sua vaga.

Tudo começou com a venda da Williams para o grupo de investimento norte-americano Dorilton Capital. Eles estão em um momento de avaliação geral da situação da equipe e planejamento para determinar qual a estratégia para o ano que vem, quando os times estarão se preparando para uma grande mudança de regras. Com várias vagas se fechando e os times dando preferência para jovens que chegam com grande patrocínio, até por estarem em situação delicada por conta do coronavírus, vários pilotos experientes acabaram sobrando no mercado e foram sondar a Williams, que no momento conta com Russell, que faz sua segunda temporada, e Nicholas Latifi, que é estreante e cujo pai fez um empréstimo milionário que salvou o time no começo do ano.

Um desses pilotos é Sergio Perez, que traz consigo algum patrocínio e a experiência de 10 temporadas na F1. O mexicano está na lista da Red Bull, juntamente com Nico Hulkenberg, como possível substituto de Alex Albon, mas cada vez fica mais claro que a decisão do time vai demorar, e tem grandes chances de favorecer o tailandês, que conta com o apoio dos donos da empresa de energéticos, que é controlada por Chalerm Yoovidhya. E Perez não quer correr o risco de esperar. "Vou anunciar meu futuro logo", disse o mexicano na última quinta-feira em Portugal.

russell - Williams/Divulgação - Williams/Divulgação
George Russell ao lado do companheiro de Williams Nicholas Latifi
Imagem: Williams/Divulgação

A interpretação de Russell, porém, é de que tudo não passa de uma tentativa de pressionar a Red Bull a se apressar. O inglês disse que Toto Wolff, chefe da Mercedes, o tranquilizou quanto a sua situação. "Ele disse 'me ouça, eu vou cuidar disso, você vai estar no grid ano que vem, então não se preocupe. Tudo vai ficar bem e as coisas estarão 100% esclarecidas provavelmente no mais tardar no fim da semana que vem'. Eu acho que é tudo especulação que deve ter sido alimentada pelo pessoal do Perez, tentando colocar pressão em outras equipes, potencialmente a Red Bull."

De fato, é real a chance de a Perez ficar de fora do grid, depois de ter sido substituído por Sebastian Vettel na Aston Martin (atual Racing Point), uma vez que as portas estão se fechando.

Haas, Alfa Romeo e AlphaTauri perto de definição

Na Haas, depois de o time anunciar que Romain Grosjean e Kevin Magnussen não ficarão, o mais provável é que a equipe tenha uma dupla totalmente estreante, com o russo Nikita Mazepin trazendo enorme investimento (e potencialmente comprando o time logo em seguida, uma vez que a Haas já está a venda desde antes da pandemia) e Mick Schumacher trazendo consigo o apoio da Ferrari, uma vez que é piloto da academia de jovens dos italianos.

Neste cenário, a Alfa Romeo deve manter a dupla atual, com Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi, o que fecha outra porta para Perez. E na AlphaTauri o japonês Yuki Tsunoda deve tomar o lugar de Daniil Kvyat.

O companheiro de Tsunoda seria Pierre Gasly, mas o vencedor do GP da Itália não esconde o desejo de buscar uma vaga em outra equipe. O problema do francês é que seu contrato é atrelado ao programa de jovens da Red Bull, e é o consultor Helmut Marko quem decide se o libera ou não. Gasly tem feito uma temporada excelente e foi responsável por 63 dos 77 pontos da AlphaTauri até aqui, mas não está nos planos da Red Bull para substituir Albon. Ele admitiu que o futuro "não depende" dele.

"O ano está sendo muito bom com a AlphaTauri, é a melhor temporada que a equipe já teve. E claro que teremos mais um ano com a Honda e a situação parece ser muito boa em termos de desenvolvimento, então veremos. Há alguns rumores mas não depende de mim tomar essas decisões. É a Red Bull que decide o que acontece com os pilotos, então tem que perguntar para eles."

Os rumores a respeito de Gasly o ligam a uma ida à Alpine, novo nome da Renault, no lugar de Esteban Ocon, que tem contrato atualmente com o time. Mas as chances disso acontecer são pequenas.

O mercado de pilotos da Fórmula 1 teve uma movimentação intensa antes mesmo de a temporada começar, quando foram anunciados Carlos Sainz na Ferrari, Daniel Ricciardo na McLaren e a volta de Fernando Alonso na Renault.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.