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Raikkonen bate recorde de Rubinho com punição e 12º lugar em Nurburgring

Sebastian Vettel, da Ferrari, à frente de Kimi Raikkonen, da Alfa Romeo, no GP de Eifel - Joe Portlock/Getty Images
Sebastian Vettel, da Ferrari, à frente de Kimi Raikkonen, da Alfa Romeo, no GP de Eifel Imagem: Joe Portlock/Getty Images
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

11/10/2020 10h57

Não foi uma das corridas mais épicas da carreira de Kimi Raikkonen, mas o GP de Eifel, na Alemanha, vai ficar marcado na carreira do finlandês, pois marcou a prova em que ele se tornou o recordista de largadas dos 70 anos de Fórmula 1. O GP deste domingo foi o 323º da carreira do campeão do mundo de 2007. Ele foi punido por causar uma colisão com um dos pilotos mais jovens do grid, George Russell, e terminou em 12º.

A prova não começou bem para Raikkonen, que largou em 19º e escapou da pista nas primeiras curvas. Mas, pelo menos conseguiu se manter na corrida sem toques, sendo superado por Nico Hulkenberg, mas passando Romain Grosjean e permanecendo em 19º. O francês passou o finlandês e ele caiu para último, em uma briga com George Russell, da Williams, e Sebastian Vettel, que tinha rodado e antecipado sua parada. Raikkonen acabou perdendo o controle por dentro na primeira curva, foi reto e bateu em Russell, tirando o inglês da corrida.

Kimi foi considerado culpado pela batida e levou uma punição de 10s. O finlandês chegou a andar na zona de pontuação, tentando fazer somente uma parada, mas todos os pilotos acabaram parando novamente quando Lando Norris provocou um Safety Car com 15 voltas para o fim. O ritmo de Raikkonen foi forte nas voltas finais, e ele passou Nicholas Latifi, Kevin Magnussen, tendo brigado com Sebasitan Vettel até a bandeirada para chegar em 12º.

No começo, muito jovem. Agora "querem se livrar de mim"

E é bem provável que ele continue somando corridas na carreira. Raikkonen disse neste final de semana que ainda não decidiu se continua na Fórmula 1 ano que vem, embora vários meios dessem como certo que ele aproveitaria este GP para anunciar que ficará por mais um ano na Alfa Romeo, equipe que defende desde a saída da Ferrari, em 2018.

Raikkonen é o último campeão do mundo pela Scuderia, ainda em sua primeira passagem em Maranello, entre 2007 e 2009. Preterido após a chegada de Fernando Alonso na equipe, ele chegou a anunciar a aposentadoria, aventurou-se no rali e até na Nascar, e surpreendeu ao voltar em 2012, pela equipe Lotus (atual Renault). Ele chegou a vencer corridas com o carro preto e dourado, e voltou à Ferrari ao lado de Alonso em 2014.

Mas a carreira de Raikkonen começou com polêmica, em 2001, devido à pouca experiência que ele tinha com carros de fórmula quando estreou pela Sauber (que, curiosamente, hoje é a Alfa Romeo), aos 21 anos. Neste final de semana ele, inclusive, brincou com as polêmcias de sua trajetória. "Quando eu comecei, reclamavam que eu era jovem demais. Depois, no meio, foi tudo bem. E agora dizem que estou velho e querem se livrar de mim."

Não demorou para as críticas sobre a falta de experiência acabarem, e Raikkonen foi contratado pela McLaren, time pelo qual lutou pelo título em 2005 e teve uma das maiores performances de um piloto da história da Fórmula 1, saindo em 17º para vencer, com direito a ultrapassagem pela liderança na penúltima volta, no GP do Japão de 2005.

Desde que voltou para a Sauber, agora Alfa Romeo, Raikkonen já não pôde mais sonhar em aumentar suas marcas de 21 vitórias, 103 pódios e 18 poles positions, mas em 2021 pode ganhar as manchetes se os rumores de que não apenas vai renovar, como também vai ser companheiro de Mick Schumacher, filho de Michael Schumacher e piloto da academia da Ferrari, se confirmarem.

Confira a classificação do GP de Eifel:

1º Lewis Hamilton (ING/Mercedes)
2º Max Verstappen (HOL/Red Bull) - +4.470
3º Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - +14.613
4º Sergio Perez (MEX/Racing Point) - + 16.070
5º Carlos Sainz (ESP/McLaren) - +21.905
6º Pierre Gasly (FRA/AlphaTauri) - +22.766
7º Charles Leclerc (MON/Ferrari) - +30.814
8º Nico Hulkenberg (ALE/Racing Point) - +32.596
9º Romain Grosjean (FRA/Haas) - +39.081
10º Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - +40.035
11º Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - +40.810
12º Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) +41.476
13º Kevin Magnussen (DIN/Haas) - +49.585
14º Nicholas Latifi (CAN/Williams) - +54.449
15º Daniil Kvyat (RUS/AlphaTauri) - +55.588
16º Lando Norris (ING/McLaren) - não completou
17º Alex Albon - (TAI/Red Bull) - não completou
18º Esteban Ocon (FRA/Renault) - não completou
19º Valtteri Bottas (FIN/Mercedes) - não completou
20º George Russell (ING/Williams) - não completou

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.