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Mercedes supera problemas com pneus e Ricciardo aposta tatuagem por pódio

Lewis Hamilton no Circuito da Catalunha - LAT Images/Mercedes
Lewis Hamilton no Circuito da Catalunha Imagem: LAT Images/Mercedes
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

14/08/2020 14h49

Havia certo alívio na Mercedes depois das 3h de treinos livres para o GP da Espanha. Mesmo com o calor de mais de 30ºC, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas não sofreram com as bolhas que atrapalharam tanto a vida dos dois no último domingo em Silverstone, e estão mais confiantes para a corrida deste final de semana.

"Tem a ver com a temperatura da pista, as características do circuito e o acerto do carro. Nós certamente aprendemos coisas desde a última corrida e, se corrêssemos em Silverstone novamente amanhã, teríamos um rendimento melhor", explicou Valtteri Bottas.

Dono do melhor tempo no treino mais relevante, realizado no mesmo horário da classificação e da corrida, Lewis Hamilton disse que os pneus não tiveram bolhas, mas lembrou que isso também não tinha acontecido nos treinos livres da semana passada na Inglaterra.

"Nunca tinha pilotado na Espanha com tanto calor, porque geralmente a gente faz o GP em maio, e isso é duro para o carro e para os pneus. Mas mesmo assim foi um dia bom. Parece que está equilibrado entre nós e a Red Bull no ritmo de corrida, então deve ser uma corrida equilibrada. É um desafio legal."

Tatuagem para chefe da Renault?

ricciardo - James Moy/Renault - James Moy/Renault
Daniel Ricciardo, da Renault
Imagem: James Moy/Renault

O francês Cyril Abiteboul não é exatamente conhecido pelo bom humor na Fórmula 1. Por isso chamou a atenção a aposta do chefe da Renault com Daniel Ricciardo: se o australiano conquistar o que seria o primeiro pódio do time desde que a montadora voltou a ter equipe no grid, em 2016, ele terá de fazer uma tatuagem. E o bem-humorado Daniel poderá escolher o desenho. "Ele escolhe o lugar e o tamanho e eu, o desenho. Ele não tem nenhuma tatuagem ainda, então será algo grande para ele."

Ricciardo foi quarto colocado no GP da Grã-Bretanha e repetiu a dose nesta sexta-feira. "Foi um ótimo dia para nós e temos que continuar neste ritmo", disse o australiano.

Russell dá uma de mecânico

Enquanto o israelense Roy Nissany fazia sua estreia em uma sessão de treinos livres na F1, o titular da Williams, George Russell, atuava como mecânico nos pit stops. Ele estava como "mecânico do pirulito", apelido dado ao sinalizador que mostra as instruções ao piloto durante a parada.

O perfil da F1 do Twitter postou o vídeo perguntando "o que George Russel não sabe fazer?", ao que o inglês respondeu "marcar pontos", brincando com o fato de já ter mais de 25 corridas na categoria e ainda não ter pontuado. As Williams ficaram com os piores tempos nesta sexta-feira.

Novos chassis para Vettel e Sainz

Ferrari e McLaren tentam diminuir as reclamações de seus respectivos pilotos mudando o chassi de Vettel e Sainz. No caso do alemão, o time revelou que ele forçou demais em cima de uma zebra em Silverstone e isso gerou uma fissura que, de acordo com a equipe, não deveria causar muita diferença em termos de tempo, "mas trocar o chassi nos pareceu o certo a fazer", como disse o chefe Mattia Binotto, depois que o tetracampeão reclamou muito do comportamento do carro. "O rendimento foi melhor, especialmente em uma volta lançada, mas a gente ainda tem trabalho pela frente. Pelo menos agora as coisas estão fazendo mais sentido", disse Vettel, 12º nesta sexta.

Já Sainz vinha tendo problemas de superaquecimento do carro, o que não acontecia com o companheiro Norris, e por isso a McLaren decidiu efetuar a troca. Sainz terminou em sétimo, mas não estava contente com o carro. "Ainda estamos vendo discrepâncias entre os dois carros e o problema persiste. Então tenho que usar uma configuração aerodinâmica mais 'aberta' para garantir o arrefecimento e isso custa muito tempo aqui. Não temos muita ideia do que está acontecendo."

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.